Justiça condena diretor da CUT-PB a 2 anos e 8 meses de prisão

Justiça condena diretor da CUT-PB a 2 anos e 8 meses de prisão
O juiz Eslu Eloy Filho, da 5ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa, condenou a 2 anos e 8 meses de prisão, o atual diretor da Central Única dos Trabalhadores, seccional Paraíba (CUT-PB), Francisco Leite de Lima Neto, assessor direto do presidente da entidade, Paulo Marcelo, por ter se apropriado indevidamente de R$ 33.650,00 (trinta e três mil, seiscentos e cincoenta reais), decorrente do ressarcimento das despesas e inscrição de sindicatos e fundações junto ao Ministério do Trabalho.
 
A sentença foi prolatada no último dia 10 e o magistrado condenou ainda Francisco Leite de Lima Neto ao pagamento de 24 dias multa, no valor unitário de 1/3 do salário mínimo vigente à época da infração, devidamente atualizado. A pena deverá ser cumprida em uma das penitenciárias de João Pessoa.
 
A decisão do juiz Eslu Eloy de condenar o diretor da CUT-PB foi com base na denúncia oferecida pelo Ministério Público que chegou a conclusão de que, no período entre janeiro a agosto de 2011, Francisco Leite de Lima Neto, que ocupava à época a Secretaria de Finanças da Federação dos Trabalhadores em Serviços Públicos no Estado da Paraíba (FESPEM-PB), recebeu valores repassados diretamente pela CUT e Sintram-JP, mas deixou de depositá-los na conta da FESPEM-PB, motivando, inclusive, o seu encerramento por falta de movimentação, tampouco apresentou balancetes ou prestação de contas, como lhe competia, embora convocado a fazê-lo por diversas vezes.
 
“A culpabilidade do réu é manifesta merecendo juízo de reprovação por adotar um comportamento ilícito, censurável, já que exercia cargo privilegiado na federação, porém quebrou a confiança e expectativas dos seus representados...Os motivos do crime repousam na vontade deliberada de apropriar-se dos valores para obtenção de lucro fácil, ilegal; as circunstâncias eram-lhes favoráveis devido a condição de secretário de finanças, portando, encarregado de receber repasses feitos à federação; consequências consideráveis para a vítima que nada concorreu para infração”, diz um dos trechos da sentença do magistrado.


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