Juiz se diz constrangido com acusação de mostrar arma e baixar as calças em sessão e dá versão do caso

Juiz se diz constrangido com acusação de mostrar arma e baixar as calças em sessão e dá versão do caso

A polêmica gerada após o juiz Bartolomeu Correia Lima Filho ser acusado de mostrar ma arma e em seguida baixar as calças aos presentes em uma sessão da 2ª Turma Recursal, na última sexta-feira (9), no Fórum Affonso Campos, em Campina Grande, foi parar no Ministério Público. A promotora de Justiça, Elaine Cristina Pereira Alencar, protocolou denúncia contra o juiz. 

Elaine disse que a conduta do juiz vai de encontro aos deveres impostos aos servidores públicos em geral, não se eximindo membros da Magistratura. Para ela a atitude também foi ofensiva aos demais presentes na reunião, sobretudo ao Ministério Público enquanto instituição.

Já o magistrado, negou que tenha faltado com o decoro e afirmou que agiu com 'inocência' e explicou a situação. O juiz afirmou que tem porte de arma porque é juiz criminal e revelou ter sofrido ameaças de morte. Sobre estar com a arma durante a sessão, o magistrado explicou que deixa as chaves do carro com os flanelinhas e que 'obviamente' não deixaria uma arma no interior do veículo, então ele a teria posto na cintura.

O juiz ainda afirmou que tirou a arma da cintura porque incomoda e que colocou sobre a mesa porque a gaveta estava quebrada, mas que tomou 'todos os procedimentos de segurança'. Ele explicou que a audiência transcorreu normalmente e quando já estava concluída começou a conversar informalmente, o que ele taxou como 'conversa de  homem'.

Sobre ter baixado as calças, o juiz explicou que estava relatando um acidente de moto que sofreu há poucos dias, afirmando que sentia muitas dores nos braços e pernas que estavam inchados, mas que ainda assim preferia trabalhar, pois não haveria substituto.

O magistrado destacou que se empolgou e acabou mostrando os ferimentos que foram gerados na perna para "dar a dimensão da dor que estava sofrendo naquela hora" e que jamais pensou que pudesse estar ofendendo a promotora.  

Além disso, o juiz destacou que a promotora não disse nada na hora e até sorriu e que ele mostrou fotos da sua motocicleta e até contou que pensava em vender devido ao risco que o veículo representava à sua integridade.

No sábado o juiz contou que ficou sabendo do conteúdo do ofício pelas redes sociais e apontou que se arrepende da "empolgação" ao fazer seu relato e que ficou constrangido com a repercussão do fato.

 

 

 


Redação