Juiz determina afastamento de vereador e presidente da Câmara de Sousa envolvidos em susposto esquema de funcionário fantasma

Juiz determina afastamento de vereador e presidente da Câmara de Sousa envolvidos em susposto esquema de funcionário fantasma

O juiz Diego Fernandes Guimarães da 4ª vara do Fórum de Sousa, determinou o afastamento das funções públicas inerentes ao mandato parlamentar do vereador Nedimar de Paiva Gadelha Júnior, mais conhecido como “Júnior de Nedimar” e do Presidente da Câmara, Eduardo Medeiros Silva. Eles estão envolvidos no esquema de “Funcionário fantasma” na Câmara Municipal de Sousa.

Os envolvidos no esquema além de serem afastados do cargo por 180 dias, também vão responder crime de improbidade administrativa. O magistrado determinou também a indisponibilidade de bens do vereador Júnior de Nedimar.

As demais investigações estão sendo apuradas em segredo de Justiça. O caso cabe recurso e os advogados de defesa vão recorrer da decisão judicial.

Funcionário fantasma
As investigações constataram que o vereador Júnior de Nedimar, que exercia seu 2° mandato na Casa Otacílio Gomes de Sá, havia nomeado para o cargo de assessor, o seu primo Marcos Antônio de Paiva Gadelha, que nunca prestou serviços e também não recebeu dinheiro da Câmara. Marcos Antônio só descobriu que era um funcionário fantasma após uma consulta no Sagres do Tribunal de Contas da Paraíba.

A decisão judicial concluiu também que Marcos Antônio não assinou em nenhum dos recibos de pagamento da Câmara Municipal de Sousa, portanto não foi beneficiário dos pagamentos. De acordo com os dados do TCE, Marcos Antônio está como assessor especial do vereador Nedimar Júnior, desde janeiro de 2011.

Ministério Público
A investigação foi realizada pelo Ministério Público de Sousa que ajuizou na última quarta-feira (26), uma ação civil pública contra o atual presidente da Câmara de Sousa, Eduardo Medeiros (PTB), o vereador Júnior de Nedimar (PSD), o ex-presidente da Câmara, Adilmar de Sá Gadelha (PSD), o atual tesoureiro da Câmara, Ulisses Firmino Cesarino e o ex-tesoureiro, Marcos José de Oliveira. Segundo o MP, todos os citados no processo estão envolvidos em um esquema de servidores “fantasmas” na Câmara Municipal de Sousa.



Fonte: diáriodosertão