Juiz da Lava Jato libera provas para investigação do monotrilho de SP

Juiz da Lava Jato libera provas para investigação do monotrilho de SP

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, autorizou o compartilhamento de provas com o Ministério Público de São Paulo para auxiliar no inquérito civil que apura supostas irregularidades na construção da Linha 15 - Prata do Metrô.

O pedido partiu da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo, que instaurou o inquérito em 2014 destinado a apurar "irregularidades consistentes em desvios na licitação do trecho do monotrilho entre as estações Oratório e Vila Prudente, integrante da linha 15-Prata do Metrô e descumprimento do prazo de entrega do referido trecho do Monotrilho pelos representados".

Uma planilha apreendida em um imóvel do doleiro Alberto Youssef pode conter informações sobre um possível desvio na licitação de uma linha do metrô da cidade. O doleiro é acusado de comandar um esquema bilionário de desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras.

Uma planilha apreendida com o doleiro revelaria que a proposta é de abril de 2011, com valor de R$ 7.901.280,00. A suspeita é de que este valor tenha sido desviado.

"Considerando-se que a documentação que indicia a existência de irregularidades foi apreendida com Alberto Youssef por força de mandado expedido por ordem deste juízo, solicita a Promotoria o compartilhamento das informações a fim de instruir o inquérito civil supramencionado", diz o despacho de Moro.

A Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital, do Ministério Público de São Paulo, informou que aguarda o encaminhamento das provas obtidas na Operação Lava Jato sobre a suposta atuação de Youssef na intermediação de pagamentos de propinas em contratos de obras da Linha 15-Prata do Monotrilho de São Paulo para análise e posteriores medidas que se julgarem cabíveis.

Segundo a nota, o compartilhamento das provas, agora deferido  pelo juiz Sérgio Moro  foi solicitado em dezembro de 2014 pelo promotor Augusto Eduardo de Souza Rossini, que preside um inquérito civil para apurar supostas irregularidades na licitação do trecho do monotrilho entre as Estações Oratório e Vila Prudente, integrante da Linha 15-Prata do Metrô, e descumprimento do prazo de entrega desse trecho.

O Metrô de São Paulo informou que o projeto da Linha 15, bem como todas as obras executadas pela Companhia, foi licitado com base na Lei 8.666, com ampla concorrência entre os consórcios participantes. Segundo o Metrô, o certame foi vencido pelo Consórcio Expresso Monotrilho Leste, que ofereceu o melhor projeto e o menor preço.

"O alegado autor da planilha mencionada pela reportagem fez acordo de delação premiada no âmbito da investigação da operação Lava-Jato. É lamentável, na melhor das hipóteses, a tentativa de extrair conclusões de documento cuja autenticidade e significado dependem de provas que já estão sendo produzidas com muita correção pelo Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal", diz a nota do Metrô.

 
 
 
 

G1