Juiz abre nova ação contra Youssef por suposto elo com mensalão petista

Juiz abre nova ação contra Youssef por suposto elo com mensalão petista

 O juiz federal do Paraná Sérgio Moro determinou nesta terça-feira (15) a abertura de nova ação penal contra o doleiro Alberto Youssef e mais nove pessoas pelo suposto envolvimento na ocultação da origem de R$ 1,16 milhão oriundos do esquema do mensalão do PT.

Com a decisão, os dez passarão a ser réus no processo e ainda terão de ser julgados pela acusação.

Youssef está preso desde março por suspeita de comandar um esquema criminoso de lavagem de dinheiro revelado pela Operação Lava Jato. O esquema, de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões, segundo a PF.

Pela suposta relação com o mensalão do PT, Moro também decretou a prisão de Yousseff, embora ele já esteja detido devido à Operação Lava Jato. Outros três tiveram prisão decretada em razão da mesma ação: o doleiro Carlos Habib Chater, Ediel Viana da Silva e Carlos Alberto Pereira da Costa. Eles também foram presos após a deflagração da Lava Jato.

O juiz citou na decisão ainda que a decretação de nova prisão em relação a Youssef e seu grupo ocorre porque há, no caso, "dedicação profissional e habitual ao crime". A nova prisão poderá prejudicar os acusados porque, caso obtenham decisão favorável à liberdade em outros processos, não poderão ser soltos.

Os quatro foram intimados a comparecer em audiência no próximo dia 22 de julho na qual serão ouvidas testemunhas em relação ao processo que envolve recursos do mensalão do PT.


Mensalão do PT

De acordo com a denúncia dos procuradores da República, o então deputado José Janene, do PP, morto em 2010, utilizou os serviços de Youssef para ocultar a origem de R$ 1,16 milhão em recursos criminosos provenientes do mensalão, o esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional operado por Marcos Valério nos primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao todo, Janene teria recebido R$ 4,1 milhões em propina quando era líder do PP na Câmara, mas o ex-parlamentar não foi julgado pelo processo do mensalão porque morreu em 2010. Entre 2012 e 2013, 24 pessoas foram condenadas e começaram a cumprir penas.



G1