João Pessoa é a 9ª cidade mais violenta do mundo segundo ONG

João Pessoa é a 9ª cidade mais violenta do mundo segundo ONG

A criminalidade na orla de João Pessoa foi tema de reportagem no Fantástico. O programa apresentou no domingo (23) dados de uma ONG mexicana que aponta as 50 cidades mais violentas do mundo que não estão em guerra, onde João Pessoa ocupa a 9ª posição na lista. De acordo com a ONG, a capital paraibana tem uma taxa de 66 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes.

Segundo dados da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba (Seds), nos primeiros dois meses de 2014 foram registrados 58 crimes violentos letais intencionais (CVLI) em João Pessoa, que incluem homicídios e latrocínios. O dado apontou uma redução em comparação aos números do mesmo período do ano passado, quando foram registradas 105 mortes por violência intencional.

Se levado em consideração o número de crimes letais dolosos em todo o estado da Paraíba, com intenção de matar, no primeiro bimestre de 2014, o número de mortes passa para 219, segundo informações da Seds. No mesmo período do ano passado foram contabilizados 261 crimes violentos letais intencionais no estado.

Além do número de homicídios no estado, o Fantástico denunciou o comércio de drogas ilícitas na orla da capital paraibana, em frente à Delegacia do Turista no bairro de Tambaú, prática criminosa diretamente ligada ao alto índice de mortes, segundo o Ministério Público. Na terça-feira (18), um grupo de flanelinhas foi detido pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) suspeitos de traficarem drogas no mesmo local denunciado pelo programa.

O secretário de segurança do estado, Cláudio Lima, comentou que o número tem mortes tem sido reduzidor, mas ainda há muito por fazer. “É um trabalho que a gente tem focado muito, principalmente nos crimes contra a vida, mas demonstrando que o caminho é certo e já há uma boa redução, mas a gente reconhece que ainda falta fazer”, disse o secretário.

Uma investigação da Polícia Federal apontou a existência de milícias e grupos de extermínio, formados por policiais, uma das causas para o alto número de homicídios na cidade. Conforme detalhes do inquérito apresentados pelo Fantástico, um major da Polícia Militar aparece negociando uma espingarda por telefone.

O major foi indiciado pela Polícia Federal por comércio ilegal de armas, formação de milícia e lavagem de dinheiro. Por telefone, ele disse ao Fantástico que é inocente e vítima de perseguição política. Além do major, sete policiais civis e dez militares devem ser julgados por diversos crimes.



Fonte:Do G1 PB com Fantástico