Itaporanga, Pedra Branca, Santa Inês e Santana dos Garrotes ficaram sem receber uma única cisterna das 25,4 mil já construídas na Paraíba...

Itaporanga, Pedra Branca, Santa Inês e Santana dos Garrotes ficaram sem receber uma única cisterna das 25,4 mil já construídas na Paraíba...

Dos 223 municípios paraibanos, 144 receberam cisternas do Governo Federal entre os anos de 2011 e 2013. Ou seja, 64,6% instalaram pelo menos uma unidade dentro do programa 'Água Para Todos', que integra o plano 'Brasil Sem Miséria'. Mesmo assim, nesses três últimos anos 27 municípios que estão em situação de emergência reconhecida pelo próprio Governo Federal, por conta da estiagem prolongada, não foram contemplados sequer com uma unidade. 

Na Paraíba foram construídas, nesses três anos, 25.488 cisternas. No Nordeste, foi o quinto estado em maior número de cisternas construídas pelo Governo Federal dentro desse programa. O primeiro foi Bahia, com 106.891. O Último foi Maranhão, com 4.295.

Em 2011, a Paraíba recebeu 6.278 cisternas do programa 'Água para Todos'. Em 2012 foram mais 8.016 cisternas. E em 2013 foram construídas 11.194. 

A meta do governo federal é entregar 750 mil cisternas até 2014. Do total de unidades entregues, mais de 317 mil são cisternas de placa, financiadas pelo MDS e por parceiros como a Fundação Banco do Brasil e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Cada reservatório construído com placas de cimento tem capacidade para 16 mil litros, suficientes para abastecer uma família de cinco pessoas por até oito meses e, assim, amenizar os efeitos da seca prolongada.

Além das cisternas para consumo humano, também fazer parte do 'Água para Todos' as tecnologias de captação de água para a produção, conhecida como segunda água. Desde 2011, já foram entregues mais de 31,7 mil unidades. Em parceria com a Petrobras, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), neste ano, foram entregues mais de 19 mil cisternas de produção. O governo federal vai financiar a construção de 64 mil tecnologias até o fim de 2014.
  
Dos 171 municípios paraibanos relacionados pelo programa 'Brasil sem Miséria', os 27 que não receberam uma só cisternas são: Algodão de Jandaíra, Araruna, Areia de Baraúnas, Baraúna, Bernadinho Batista, Cajazeiras, Cubati, Desterro, Dona Inês, Gado Bravo, Itaporanga, Junco do Seridó, Logradouro, Marizópolis, Mato Grosso, Montadas, Monteiro, Passagem, Pedra Branca, Riachão do Bacamarte, Santa Cecília, Santa Inês, Santana dos Garrotes, São Domingos, São Mamede, Serra Redonda e Sousa. 

O programa 'Água Para Todos', que integra o plano 'Brasil Sem Miséria', entregou 23,3 mil cisternas no Semiárido em outubro – média de 754 por dia. Com isso, já chega a 425 mil o total de unidades instaladas desde 2011 pelo governo na região, o que permite captar e armazenar 6,8 bilhões de litros de água da chuva para o consumo humano durante a estiagem.

A diretora de Fomento e Estruturação da Produção do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Francisca Rocicleide da Silva, destaca o papel da água na qualidade de vida das famílias. “A política de cisternas vem contribuindo para modificar a área rural no Semiárido. A água é um instrumento importante porque ela é infraestrutura para qualquer relação de produção num espaço onde se tem pouca pluviometria, como é o caso daquela região.”

“Ao instituir o marco legal do programa Cisternas, há dois meses, o governo federal passa a reconhecer formalmente as cisternas como tecnologias sociais que permitem uma relação de convivência com o Semiárido brasileiro e com suas peculiaridades, sobretudo climáticas, de forma digna para as famílias que ali vivem”, afirma Francisca Rocicleide.