Inquérito sobre morte em escola da PB deve ser concluído em 10 dias

Inquérito sobre morte em escola da PB deve ser concluído em 10 dias

Deve ser concluído em dez dias o inquérito policial aberto para investigar a morte da adolescente Maria Beatriz Souza Santana, de 14 anos, baleada dentro da escola em que estudava no bairro de Mandacaru em João Pessoa. O delegado responsável pelo caso, Gustavo Carletto, da Delegacia da Infância e Juventude, informou que vai ouvir o suspeito dos disparos nesta segunda-feira (24) no Centro Educacional do Adolescente (CEA), e familiares de Maria Beatriz no decorrer da semana.

Maria Beatriz foi atingida por três disparos de armas de fogo dentro de uma escola pública de João Pessoa na sexta-feira (21), foi socorrida, mas morreu no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde chegou a passar por cirurgia. Ela foi enterrada no cemitério Santa Catarina, no Bairro dos Estados, na capital, na tarde do (22), quando uma multidão, formada por amigos, familiares, policiais e curiosos, esteve presente para se despedir da menina.

O delegado ressalta que os depoimentos devem elucidar completamente a motivação do homicídio. “Precisamos confirmar completamente a questão do fim relacionamento ter motivado o crime. Vamos ouvir familiares, amigos e o próprio suspeito para chegar a essa conclusão”, comentou.

Com relação à autoria do crime, Carletto ressaltou que as provas materiais são significativas. “Não há dúvidas de que o adolescente cometeu o crime. As provas não deixam dúvidas quanto à autoria dos disparos”, completou. O jovem, de 15 anos, foi apreendido no domingo (23) em um escritório de advocacia. Ele foi ouvido pela juíza de plantão Thana Michelle Carneiro Rodrigues e encaminhado para o CEA.

Segundo a mãe do suspeito, ele passou as 48 horas em que esteve foragido escondido no mangue da região, "sem comer e muito assustado". A arma usada por ele não foi encontrada pelo policiais, o adolescente diz que ela foi jogada no mangue, mas a polícia investiga se ela não pertence a algum traficante com quem ele teria relações.

 

De acordo com a polícia, o jovem foi encontrado em um escritório de advocacia que funciona na avenida João Machado, no Centro de João Pessoa, na tarde deste domingo. Ele estava acompanhado da mãe e de outros familiares, além de um advogado, e não resistiu à apreensão. No momento em que foi localizado pela polícia, ele estava com a pele ainda manchada pela tinta usada para pintar o cabelo de preto.

Entenda o caso
Segundo a Unidade de Polícia Solidária (UPS) do bairro, o estudante entrou armado na escola e, na hora do intervalo das aulas, foi até a adolescente e disparou três vezes. Ela foi atingida pelos três tiros no abdômen e no tórax e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Segundo o diretor da unidade, dois tiros determinaram a morte da menina: um no tórax, que perfurou os dois pulmões, e um no abdômen, que atingiu diversos órgãos do sistema digestivo.

Durante o procedimento cirúrgico, ela sofreu três paradas cardio-respiratórias. Em duas delas, a equipe conseguiu reanimá-la, mas a adolescente não resistiu à terceira.

Motivações
A polícia investiga duas informações que podem ajudar a explicar o caso. De acordo com o superintendente de Polícia Civil na Região Metropolitana, Wagner Dorta, colegas da vítima e do suspeito contaram que eles já tinham namorado, mas a polícia também identificou que o jovem já foi detido por tráfico de drogas. Segundo Dorta, o rapaz chegou a apontar a arma para a vice-diretora da escola antes de conseguir fugir do local.

Câmeras flagraram os tiros
Nas imagens divulgadas pela polícia, é possível ver quando a adolescente sai andando em direção a um bebedouro acompanhada de uma colega de classe e é seguida pelo rapaz. Ao ser atingida pelo primeiro disparo a estudante tenta fugir, mas corre na direção do supeito, que dispara outras duas vezes contra a jovem e foge. Ainda no vídeo, é possível ver o rapaz ameaçando funcionários na área interna da escola. Já as câmeras da área externa mostram quando ele pula as grades e foge correndo.

 

G1