Inflação é de 0,46%; comida sobe menos e transporte fica mais barato

Inflação é de 0,46%; comida sobe menos e transporte fica mais barato

Os preços no Brasil subiram 0,46% em maio, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial. O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando a alta dos preços tinha sido de 0,67%.

A principal influência para a desaceleração foi uma alta menor no preço dos alimentos e bebidas, além de um recuo no preço dos transportes. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (6).

Desde janeiro, a inflação acumula alta de 3,33% neste ano. Em 12 meses (de maio do ano passado até maio deste ano), a inflação está em 6,37%.

A meta do governo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas há tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%).

O IPCA mede a inflação para as famílias com renda de um a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, além do município de Goiânia e de Brasília.

Alimentos sobem menos, e transporte fica mais barato

Os grupos de alimentação e transportes foram as principais influências para a inflação menor em maio. Enquanto o preço das comidas e bebidas passou de alta de 1,19% em abril para alta de 0,58% em maio, o preço dos transportes saiu de alta de 0,32% para queda de 0,45%.

Entre os itens do supermercado, o destaque foi para o preço da batata inglesa, que tinha subido 22,26% em abril, e recuou 9,13% no mês passado. Apesar disso, desde o início do ano, o preço da batata inglesa acumula alta de 30,4%.

A farinha de mandioca, que já tinha caído, recuou ainda mais, perdendo 12,09% em maio. As hortaliças ficaram 3,81% mais baratas; as frutas, num geral, 2,2% mais baratas. O preço do açúcar caiu 1,97% em maio, e o dos peixes, 0,38%.

No grupo dos transportes, destaca-se a queda de 21,11% nas tarifas aéreas, que registraram o mais forte impacto para baixo no índice, de -0,11 ponto percentual.

Houve queda ainda de 0,67% nos preços dos combustíveis, sendo baixa de 2,34% no preço do litro do etanol e de 0,35% na gasolina.

Outros itens caíram no grupo, como os automóveis usados (-0,24%), as tarifas de ônibus interestaduais (-0,25%) e o seguro voluntário (-0,48%).




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