Homens armados matam mais de 200 pessoas e sequestram 108 crianças na Etiópia

Homens armados matam mais de 200 pessoas e sequestram 108 crianças na Etiópia

Centenas de pessoas morreram na última sexta-feira em um ataque de homens armados da etnia Murle procedentes do Sudão do Sul, no sudoeste da Etiópia, informou neste domingo (18) o governo etíope. O ataque ocorreu na cidade de Gambella, que fica na fronteira entre os dois países.

Um porta-voz do governo etíope disse à agência de notícias Reuters que 208 pessoas morreram no ataque e outras 75 ficaram feridas. Além disso, segundo o porta-voz, 108 crianças foram sequestradas. A informação inicial divulgada pela chancelaria etíope era de quase 140 mortos.

 

Os Murle são uma tribo sul-sudanesa baseada essencialmente no estado oriental de Jonglei, no Sudão do Sul, que costumam fazer ataques nas regiões vizinhas para roubar gado.
 
"Nossas forças armadas perseguem os atacantes e mataram muitos deles", afirmou no domingo o porta-voz da chancelaria, Tewolde Mulutega, de acordo com a France Presse, sem dizer se seu exército entrou em território sul-sudanês.

 

Violência na região
Na região de Gambella, na fronteira sul-sudanesa, vivem etíopes da etnia Nuer (uma das duas principais do Sudão d Sul junto com os Dinka), e também 272 mil refugiados sul-sudaneses, que fugiram da guerra civil em seu país.

 

O Sudão do Sul proclamou independência em julho de 2011, após uma década de conflito com Cartum, mas apenas dois anos e meio depois voltou a entrar em guerra por divisões político-étnicas no exército, estimuladas pela rivalidade entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar.

Milhares de pessoas morreram na guerra e vítimas das atrocidades cometidas pelos dois lados. Mais de 2,3 milhões foram obrigadas a abandonar suas casas.

Apesar da assinatura de um acordo de paz entre o governo e a rebelião, a violência nunca deu trégua.

 

 

 

G1