Governo monta força-tarefa com líderes para manter vetos da presidente Dilma

Governo monta força-tarefa com líderes para manter vetos da presidente Dilma

O governo está montando uma força-tarefa com líderes da base aliada para manter os vetos da presidente Dilma Rousseff que serão analisados em sessão do Congresso marcada para esta quarta-feira (30). Entre os vetos, está o que Dilma impôs ao reajuste dos servidores do Judiciário.

 

A decisão de organizar a força-tarefa foi tomada em reunião de Dilma e líderes que começou na manhã desta terça e durou até o meio-dia. O encontro contou com a presença do ministro Eliseu Padilha, da Aviação Civil, o que foi compreendido como uma senha da permanência dele no governo. Ainda não se sabe em qual cargo, mas a continuidade de Padilha no primeiro escalão pode serenar os ânimos dentro do PMDB, sobretudo na ala ligada ao vice-presidente Michel Temer. 
 
Na reunião, também foi apoiada pelos líderes a decisão da presidente Dilma de vetar na reforma política apenas a parte relativa ao financiamento de campanha - foi aprovado o financiamento empresarial, tal como saiu da Câmara, mas Dilma decidiu vetar em função do resultado do julgamento no STF que considerou inconstitucional este financiamento. Esse é um assunto de interesse dos partidos e que levou a conflito do PMDB com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que pretende criar uma nova sigla, o partido Liberal.
 
Nos últimos dias, a articulação política do governo tem ficado por conta de Ricardo Berzoini e Giles Azevedo - e as indicações são as de que a dupla vai ficar com a tarefa depois da reforma ministerial, já que Michel Temer se afastou do comando da articulação política do governo.
 
Na reforma ministerial, há um conflito dentro do PMDB. A bancada na Câmara, por meio do líder Leonardo Picciani, quer indicar os ministros da Saúde e de Infraestrutura, que reuniria os ministros de Portos e Aeroportos, tomando, assim, a vaga de Eliseu Padilha na Aviação. Agora, com a presença de Padilha na reunião da manhã, a hipótese mais provável é que ele continue no governo - neste ou em outro cargo, mas já com a concordância do grupo de Temer.

 

G1