Governador Ricardo Coutinho deve aderir à frente pelo desarmamento

Governador Ricardo Coutinho deve aderir à frente pelo desarmamento

O governo de Pernambuco lançou o movimento Pernambuco diz não às armas, uma Força Tarefa encabeçada pelo governador Paulo Câmara, que tem como objetivo lutar pelo fortalecimento do Estatuto do Desarmamento.

A campanha surge num momento crítico, com o aumento dos casos de violência cometidos com arma de fogo e coincide com recentes ações de parlamentares no Congresso Nacional, que visam revogar o Estatuto.

Só para você ter uma ideia de como está a situação, no dia 27 de outubro, a Comissão Especial que analisa mudanças no documento aprovou relatório do deputado federal Laudivio Carvalho(PMDB-MG), que flexibiliza as regras para o porte e a compra de armas. Pelo texto aprovado, o conjunto de novas regras passaria a ser chamado de Estatuto de Controle de Armas de Fogo. A aprovação do que seria o “novo” Estatuto foi amplamente comemorada pela chamada Bancada da Bala, composta por parlamentares que receberam doações de campanha das indústrias de armamentos, como Taurus e Rossi.

 

A Força Tarefa, agora encabeçada pelo governador de Pernambuco se justifica e deve ser adotada por outros governadores da região, como o do vizinho estado da Paraíba, Ricardo Coutinho, também do PSB. Pernambuco e Paraíba adotam programas idênticos de combate à violência. Em Pernambuco é o Pacto pela Vida. Na Paraíba, é o Paraíba Unida pela Paz. A nomenclatura e a metodologia de aferição e acompanhamento dos crimes são as mesmas: a partir da identificação dos CVLIs (Crimes Violentos Letais Intencionais).

 

O fato é que tanto Pernambuco quanto a Paraíba sofrem com o aumento da violência.

 

PERNAMBUCO – Outubro foi o mês mais violento de 2015 em Pernambuco. Uma projeção inicial da Secretaria de Defesa Social (SDS) mostra que ocorreram 377 assassinatos no Estado durante o período de 31 dias, um aumento de 32,2% em relação às 285 mortes violentas registradas no mesmo mês de 2014. As projeções da SDS apontam que o estado já teve 3.174 assassinatos desde o início do ano. Número que já é maior que os 3.102 homicídios registrados em todo ano de 2013, o de melhor desempenho desde que o Pacto Pela Vida foi implementado, em 2007. Mas, levando-se em contas ainda as projeções da SDS-PE, de média de 282 homicídios em novembro e 276 em dezembro, Pernambuco fecharia o ano com cerca de 3.700 homicídios.

 

PARAÍBA – De acordo com boletim divulgado pelo programa Paraíba Unida pela Paz, entre janeiro e setembro deste ano, o estado teve 1.105 homicídios, os denominados CVLIs (Crimes Violentos Letais Intencionais). Ainda de e acordo com o boletim, em relação ao acumulado de janeiro a setembro, 2015 teve mais vítimas que 2014. Nos nove primeiros meses do ano passado, foram contabilizadas 1.057 vítimas de CVLIs, enquanto que 2015 já teve 1.105. E o ano ainda não acabou.

 

O “novo” Estatuto até agora aprovado no Congresso é um retrocesso nas políticas de controle da violência e dos homicídios cometidos no país e no mundo. Os EUA, que contam com uma política de ampla liberdade para a compra de armas pelos cidadãos, padecem constantemente com o aumento do número de homicídios. O presidente Barak Obama tem cobrado dos parlamentares daquele país a promoção de medidas para barrar a onda de violência que assola a nação.

 

Conforme informa a campanha lançada por Paulo Câmara, a frente suprapartidária tem o objetivo de “atuar contra os projetos que visam recolocar armas nas mãos do cidadão comum brasileiro” e representa uma luta incessante “na redução de homicídios e, sobretudo, na preservação de vidas”.

 

No evento de lançamento da campanha em Pernambuco compareceram o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame.

 

Enviamos esse material a todos os órgãos de imprensa da Paraíba, para que cobrem do governador Ricardo Coutinho a adesão à essa frente, que luta pela preservação da vida das pessoas e pelo desarmamento da sociedade.

 

Não precisamos de armas. Precisamos de vidas.

 

 

Assessoria