Gonçalves nega atrito com Edimilson por relatoria da CPI da telefonia móvel e garante: ‘não vai terminar em pizza’

Gonçalves nega atrito com Edimilson por relatoria da CPI da telefonia móvel e garante: ‘não vai terminar em pizza’

A CPI da telefonia móvel foi instaurada nesta quarta (8) e na próxima segunda acontece a reunião que vai armar o planejamento, datas, órgãos e entidades que estarão envolvidas. O presidente, deputado João Gonçalves (PSD), afirmou que a comissão foi escolhida por unanimidade, garantiu ‘não terminar em pizza’ e negou mal estar com Benilton Lucena.

 

“Ninguém aguenta mais tantas reclamações das operadoras. O que queremos? Que melhore a qualidade do serviço, que haja investimento, não dá para convivermos com área sem sinal, queda frequente de ligações, sem esclarecimentos, queremos que haja compromisso de todas as operadoras”, diz.

 

Gonçalves destacou que já há um cronograma de trabalho e na próxima segunda (13), já acontece a segunda reunião da comissão que deverá armar o planejamento, datas, órgãos e entidades envolvidas. “Deveremos conversar com o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Procon estadual e municipal, Câmaras Municipais e a população”, conta.

 

Quanto à uma possível reclamação do deputado Edmilson Soares, sobre a relatoria da Comissão, o deputado minimizou: “Ele contestou não foi o nome do relator, mas na indicação para a suplência da comissão que ele deveria ter sido ouvido. Foi um lapso temporal do blocão que não ouviu. Naturalmente as pessoas na formação de comissões de trabalho, falam que querem participar, o que houve foi uma questão interna do partido”, garante.

 

Ficaram decididos os nomes de João Bosco como relator e Camila Toscano na vice-presidência, além de Inácio Falcão, Ricardo Barbosa, Anísio Maia, Janduhy Carneiro. Gonçalves também declarou que a população pode acreditar nesta CPI porque é o povo quem vai dizer o que os deputados devem fazer. “Não vai terminar em pizza porque a população vai participar, denunciar e acima de tudo saber onde está sendo prejudicada”, diz.

 

“Para se ter uma ideia no Brasil são 5 mil ligações para uma antena, nos Estados Unidos são 1 mil e no Japão 406. Temos um levantamento das antenas na Paraíba e vamos fazer com que o povo tenha direito”, conclui. 

 

 

 

 

Marília Domingues / Fernando Braz