Gonçalves diz que apresentará farta documentação do TCE para pedir intervenção em Sta. Rita

Gonçalves diz que apresentará farta documentação do TCE para pedir intervenção em Sta. Rita

O deputado estadual, João Gonçalves (PSD), comentou em entrevista ao Sistema Arapuan nesta terça-feira (24) que está juntando farta documentação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para então pedir uma intervenção no município de Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa.

Gonçalves aguarda apenas a documentação do Tribunal de Contas. A prefeitura da cidade já foi, inclusive, bloqueada por falta de prestação de contas. A documentação, de acordo com o deputado, comprova que a população está sendo penalizada.

"Não tenho nada contra de forma pessoal nem ao atual prefeito, Netinho, nem ao ex-prefeito, Reginaldo, mas a favor do povo da Paraíba. São 21 PSFs fechados, cada um que volta acusa o outro e cada vez o município mais pobre", afirmou garantindo que os documentos serão apresentados na próxima terça-feira (3).

O deputado afirmou que está recebendo documentos do TCE para comprovar diretamente a necessidade da justiça do governo do estado fazer uma intervenção.

De acordo com Gonçalves, essa intervenção pede que Santa Rita "possa ser administrada sem a discussão política tomar conta da cidade. Servidores com salários atrasados, povo sem assistência, TCE suspendendo dinheiro por falta de balancete a cada dia que passa..", disse.

O deputado conta com apoio de mais de 20 parlamentares e já fez um encaminhamento para a Câmara da cidade dos canaviais para solicitar a intervenção naquele município.

Entenda:

O mandato do prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira (PRP), foi cassado na sexta-feira 25 de abril de 2014 na Câmara Municipal da cidade. Todos os 18 vereadores presentes votaram pela cassação. Apenas um vereador não compareceu à sessão.

Na época, Reginaldo era acusado de contratar 20 parentes e de alugar imóveis de familiares para a Prefeitura. Ele foi afastado pela primeira vez do cargo no dia 20 de março. O afastamento seria por 90 dias, tempo considerado suficiente para que fossem apuradas as denúncias que pesam contra ele. Desde então Reginaldo e Netinho seguem disputando a gestão do município na Justiça.

 


Marília Domingues / Fernando Braz