Gervásio cobra atitude do PMDB: “não pode ter comportamento dúbio”

Gervásio cobra atitude do PMDB: “não pode ter comportamento dúbio”

O deputado estadual Gervásio Maia Filho comentou sobre a postura do seu partido, o PMDB, nas eleições municipais 2016. E, para não perder o costume, ele criticou com veemência a possibilidade de uma candidatura própria do partido em João Pessoa e também o nome do deputado Manoel Junior como candidato.

“O PMDB não pode a uma altura dessas ter qualquer comportamento dúbio. Você acha coerente que subamos no palanque para assistir o candidato do PMDB em João Pessoa atacar o PSB? Quando você está dentro de uma aliança, esses fatores precisam ser considerados para que a boa relação exista”, ressaltou Gervásio

“Não há possibilidade, em sendo Manoel Junior o candidato do PMDB, de uma aliança no segundo turno  porque quando Manoel Junior abre a boca para falar sobe partidos, ele fala na opção que ele isoladamente adotou em 2014, que foi o PSDB.  Eu não me sentiria a vontade em estar num palanque assistindo o meu candidato criticando a minha aliança, a aliança que o meu partido adotou em 2014 – a não ser que houvesse um desligamento de aliança”, defendeu o deputado, citando a aliança que PMDB e PSB mantém na base do Governo Ricardo Coutinho.

“O PMDB tem o direito de ter candidatura própria dos 223 municípios, mas respeitando algumas situações”, destacou Gervásio.

“E digo mais: como é que eu iria defender uma candidatura de uma figura que não tem vínculo partidário. Qual a história de Manoel Junior no PMDB? Quando lhe foi conveniente ele saiu do PMDB. Pouco tempo depois lhe foi conveniente, voltou para o PMDB. Todo mundo lembra disso”, provocou o deputado fazendo críticas diretas ao colega de partido.

Gervásio ainda reforçou as críticas ao relembrar a postura de Manoel Junior durante as eleições de 2014. “Agora, em 2014, Manoel lançou Vital (do Rêgo, que foi candidato do PMDB ao Governo da Paraíba) junto conosco, nós decidimos com o apoio dele porque era importante sobretudo para eleição de senador e da chapa proporcional. E Manoel votou em quem no primeiro turno, depois de ter feito o acordo? Em Cássio. Então, como é que eu iria me arriscar num projeto desse, que é um projeto que oscila a cada momento ao bel prazer das conveniências individuais? “, concluiu.

 

 

 

 

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