Fundador do Partido Novo diz que quer transformar o Brasil em 'um país admirado'

Fundador do Partido Novo diz que quer transformar o Brasil em 'um país admirado'

Há alguns anos, ao lado de outros executivos, ele decidiu fundar um partido para transformar o Brasil “num país admirado”. Hoje, pouco tempo depois de pedir o registro no TSE do Novo, um partido que nasce comprometido com as bandeiras da livre iniciativa, João Dionísio Amoedo se sente renovado e faz duras críticas à atuação do Estado brasileiro.

No fundo a gente entende que indivíduo e Estado é um jogo de soma zero. Muita gente critica o capitalismo porque entende que o capitalismo é um jogo de soma zero – quer dizer, se um é pobre o outro é rico – e a gente entende que o capitalismo não é um jogo de soma zero, mas o indivíduo e o Estado, necessariamente é um jogo de soma zero. Se o Estado tem mais autonomia, se ele provê mais coisas, significa que ele terá mais recursos e o indivíduo terá menos, e menos liberdade consequentemente.

Foi nesse clima que o engenheiro, sócio da Casa das Garças, separou alguns minutos de seu tempo para um bate papo com Joel Pinheiro.

JOEL PINHEIRO: Tudo bem, João?

JOÃO AMOEDO: Tudo ótimo, Joel.

JOEL PINHEIRO: Eu sou alguém que acompanha o Novo,  e às vezes essa dúvida até surge pra mim também, que é a questão do rótulo. Acho que todo mundo detesta os rótulos, mas eles acabam, de uma maneira ou de outra, existindo – e talvez até sendo necessários. Será que tem algum rótulo que se aplicaria ao Novo? Liberal? Conservador? Ou direita? Talvez esquerda?

JOÃO AMOEDO: Eu acho que da esquerda a gente tá bem distante. Direita é um termo bastante distorcido, acho que não abrange todos os princípios e valores do Novo. Eu acho que claramente o que ficaria mais próximo seria o liberal. Mas eu digo mais próximo porque certamente num primeiro momento – e a gente tem procurado sempre falar mais dos princípios e valores – não necessariamente a gente quer ficar refém unicamente e exclusivamente de uma ideologia, e ser obrigado a seguir todas elas. Porque a gente entende que pro projeto ter sucesso a gente precisa definir algumas prioridades. Então a gente não gostaria de ficar 100% amarrado num rótulo, mas se dissesse que tem um viés liberal, acho que seria o mais apropriado pra falar sobre o Novo.

JOEL PINHEIRO: E ele se traduz no que no campo das propostas? Ou pelo menos das diretrizes maiores?

JOÃO AMOEDO: É, as diretrizes maiores eu diria o seguinte, quais são os principais objetivos do novo? É a defesa das liberdades individuais – a gente entende que o livre mercado é o ambiente de negócios que funciona melhor pra todos. A gente entende que o indivíduo é o principal gerador de riqueza – ele que é um agente de mudanças. Mas traduzindo, e olhando assim o Estado brasileiro, acho que a proposta do Novo tem duas coisas principais, onde a gente irá usar esses valores e princípios que eu comentei: o nosso desafio é realmente fazer uma mudança no modelo de Estado brasileiro. A gente entende que melhorar a gestão pública só não é suficiente. Você precisa mudar o modelo atual de Estado que é muito arrecadador, muito intervencionista e péssimo gestor. A gente quer devolver o poder ao indivíduo. A gente acredita que o indivíduo deve ter mais autonomia, então no fundo a gente até fala o seguinte – olha, a gente quer ter o poder para reduzir o poder das pessoas que estão lá. Então é um pouco essa mudança do Estado, que é o principal objetivo – devolver o poder ao indivíduo, e a gente acha que como consequência disso uma série de benefícios irão ocorrer. A qualidade do serviço, redução da corrupção, redução dos custos de campanha, uma série de coisas irão derivar desse novo modelo, que é o que a gente propõe.

JOEL PINHEIRO: Então, além de uma proposta de, talvez, melhora de gestão do Estado, a gente pode falar também num compromisso com redução do Estado? 

JOÃO AMOEDO: Certamente. No fundo, o que a gente tem em vista – e acho que fica claro quando a gente acompanha as campanhas eleitorais; a gente tá na boca de uma agora – há sempre uma disputa muito grande sobre quem será e quem se diz o melhor gestor. Então no fundo a discussão é sempre a seguinte: olhe, existe um tamanho do Estado tal, uma gama de impostos tal, eu vou ser melhor gestor do que você. A disputa que a gente vê é essa. Nós entendemos que obviamente há espaço para você melhorar a gestão – e a gente sempre falou nisso, de trazer coisas da iniciativa privada, como mais transparência, meritocracia, para a gestão pública. Mas só isso não é suficiente se a gente quer mudar o país de patamar, que é o nosso objetivo. A gente quer realmente mudar o Brasil, levar o Brasil pra outro patamar. E isso significa dizer o seguinte: você tem que mudar esse modelo de Estado, que tem uma carga tributária gigantesca, onde você claramente num ambiente propício à corrupção e à ineficiência. A gente sempre tem dito isso pelo Novo: o indivíduo é o melhor gestor dos recursos dele. Então a gente quer devolver dinheiro pro indivíduo e consequentemente poder a ele, reduzindo o Estado. No fundo a gente entende que indivíduo e Estado é um jogo de soma zero. Muita gente critica o capitalismo porque entende que o capitalismo é um jogo de soma zero – quer dizer, se um é pobre o outro é rico – e a gente entende que o capitalismo não é um jogo de soma zero, mas o indivíduo e o Estado, necessariamente é um jogo de soma zero. Se o Estado tem mais autonomia, se ele provê mais coisas, significa que ele irá ter mais recursos e o indivíduo terá menos, e menos liberdade consequentemente.

JOEL PINHEIRO: Novo nos remete a novidades. Se você pudesse dizer uma, uma reforma realmente inovadora que o Novo propõe, o que surgiria?

JOÃO AMOEDO: De bate pronto, eu não sei nem se é tão inovador, mas pra nós uma coisa muito lógica, é que o Estado não deveria ter empresa nenhuma. A gente é a favor da privatização de todas as empresas públicas, que o Estado tem participação. Não faz o menor sentido o Estado ser gestor de empresas e obrigar as pessoas, através de uma maior carga tributária, a terem como contrapartida um pedacinho de um patrimônio de uma empresa de petróleo, ou de um banco, ou de um correio. Deixa a pessoa optar o que ela quer fazer com o recurso dela, e não obrigá-la a ser sócia de um negócio que inclusive ela não participa nem na gestão.

JOEL PINHEIRO: Com uma empresa, se eu sou um pouquinho dono dela, em tese eu poderia vender a minha parte, ou ter um voto em alguma gestão, mas no caso de uma empresa estatal, que supostamente é nossa, não temos nem isso.

JOÃO AMOEDO: Nem isso. E se imaginar que a gente tem um país ainda com muita gente passando necessidade – se você tá comprando mais caro o arroz, ou tá comprando menos feijão porque aquilo tem uma carga tributária e a contra-partida daquilo é um pedacinho no capital da Petrobras, ou do Banco do Brasil – no nosso entendimento não faz o menor sentido.

JOEL PINHEIRO: Bom, você falou aí das necessidades e nas demandas sociais muito severas que o Brasil ainda enfrenta, qual o papel do Estado nessa situação?

JOÃO AMOEDO: Olha, a gente entende que, fora algumas coisas básicas que o Estado pode prover – mas deveria ter sempre a competição da iniciativa privada -, o foco principal dele deveria ser a educação básica. Não a de nível superior, mas a básica, que seja uma forma de você ter uma sociedade mais instruída – e isso inclusive ajudaria muito no processo eleitoral, onde você poderia fazer as escolhas corretas dos indivíduos que você quer que sejam seus representantes. Se eu pudesse falar uma coisa – fora segurança, que é fundamental -, eu acho que a educação básica seria o ponto principal. Onde o Estado deveria focar. Mas isso não significa dizer que o Estado precisa ter prédio, precisa ter carteira, precisa ter quadro negro. Ele pode prover isso às pessoas, como elas tem hoje o Bolsa Família. Você tem recursos – o Estado não foi construir supermercado ou uma quitanda na esquina pra vender comida, ele deu a opção das pessoas escolherem e comprarem na iniciativa privada. A gente entende que na educação isso seria um modelo interessante. Você permitir algum tipo de renda mínima para as pessoas, pra elas optarem onde querem levar seus filhos, onde querem colocá-los pra fazer o ensino básico.

JOEL PINHEIRO: Então o Novo, no final das contas, defende o Bolsa Família?

JOÃO AMOEDO: A gente não defende o Bolsa Família. Eu diria o seguinte, o Bolsa Família como uma medida emergencial – e pela lógica que ele atende, que é você dar recursos ao necessitado e não dar o serviço – é um sistema interessante. Agora, duas coisas que nos incomodam no Bolsa Família. A primeira, que acaba sendo derivada da outra, é o seguinte: ele não tem, claramente, uma porta de saída, e se comemora quando há um aumento da quantidade de pessoas que o utilizam. A gente enxerga o Bolsa Família como um remédio que não cura a doença, ele apenas tira a dor. Então é um negócio necessário por um período, mas você deveria trabalhar para combater a doença em si. Se ele fosse usado desta forma, ele é interessante. Agora, como ele é feito hoje – de modo que ele fica quase sendo uma coisa que você quer perpetuar e aumentar – não faz sentido. Principalmente dentro daqueles princípios que a gente falou. O indivíduo é o agente de mudanças. Não dá pra deixar as pessoas dependentes do Estado.

JOEL PINHEIRO: O Novo é um partido que está sendo formado sem nenhum político profissional. Você acha que isso pode trazer riscos pra trajetória do partido? Quais esses riscos?

JOÃO AMOEDO: A gente tem dito o seguinte: o Novo começou sem políticos, e nós não temos nada contra em ter políticos nos quadros do partido no futuro, desde que as pessoas compartilhem dessas mesmas premissas e dos mesmos valores e princípios. Eu acho que o principal ponto de risco que a gente sempre tem a preocupação grande, eu não diria nem que é contra os políticos em si, mas a ambição das pessoas. Os políticos atuais são bem vindos, mas talvez tenham uma dificuldade de migrarem para esse modelo novo. O que a gente tá dizendo: nós queremos o poder para reduzir o poder. Não é natural quem está acostumado a ter poder querer abrir mão disso. Você precisa mudar o seu objetivo, ele não pode ser mais o poder. Tem que ser de fato construir um negócio diferente, um negócio melhor pro país.

JOEL PINHEIRO: Essa é uma equação difícil politicamente, talvez…

JOÃO AMOEDO: É muito difícil politicamente pra quem já está nessa rotina, que está vivenciando isso. Provavelmente a grande maioria das pessoas que estão aí, o que os motivou a entrar nesse processo foi justamente ter poder. Então você chegar pra essa pessoa e dizer – olha, a gente quer que você vai até lá, mas pra reduzir o poder que você tem – é um negócio que não faz muito sentido. Nesse processo, e acho que nós já estaremos testando isso agora, no próprio processo de formação do Novo, na construção de núcleos e diretórios, é ter certeza de que as pessoas que estão se aproximando do Novo – e esse talvez seja o nosso maior risco – estão porque tem uma ambição realmente de transformar o país. E não porque querem que o Novo seja uma alavanca pra poder pessoal. No projeto, esse é o principal risco. Se de fato acontecer isso nesse primeiro momento, certamente quando as pessoas forem eleitas a gente corre o risco muito grande de repetir o mesmo desenho que a gente tem hoje. E aí vai ser uma frustração que a gente não quer. 

JOEL PINHEIRO: O Novo já tá pensando em candidatos pra 2016?

JOÃO AMOEDO: Ainda não, Joel. Por enquanto, o que a gente tá dizendo é o seguinte: a prioridade nos próximos 12 meses é divulgar as nossas ideias. Porque a gente entende que os candidatos tem que refletir um desejo da sociedade. Nós temos uma preocupação grande de deixar muito claro esses princípios de que um Estado paternalista, provedor, de que a gratuidade não existe. Então a gente quer deixar esses conceitos muito claros pra que você não vire na eleição refém de uma figura conhecida, mas de que as suas ideias tenham sido aceitas. Então é cedo pra dizer ainda. O que a gente gostaria é: se de fato nossas ideias tiverem uma boa divulgação, tiverem um bom entendimento e forem aceitas pela sociedade, eu acho que aí tem um pouco de mudança cultural, que é o que a gente se propõe a fazer também, os candidatos irão sair naturalmente, mas a gente queria que eles fossem consequência desse processo e não o fim. Porque senão você vai virar refém de trazer alguém conhecido por qualquer outro motivo, que não pelas ideias, e a gente cai nas mesmas armadilhas que existem hoje. 

JOEL PINHEIRO: E quanto às eleições de agora, 2014, o Novo apoia algum dos candidatos? Ele se alinha mais a algum tipo de visão ou de partido?

JOÃO AMOEDO: A gente não tem nenhum posicionamento formal. A gente não fez nenhuma discussão maior no Novo, até porque a gente ainda tá tendo filiados. Claramente – e isso a gente pode dizer com toda certeza – nós somos contrários ao modelo que nós temos hoje em vigor. Então a gente é favorável a uma mudança. Nenhum dos principais candidatos hoje se aproximam muito dos ideias do Novo. A gente volta a ver que a discussão está na gestão. Então nenhum deles se aproxima muito disso. Não há uma grande identidade. Eu particularmente já falei isso, tenho dito como pessoa física, pela equipe que está montando e pelo histórico, me aproximo mais da candidatura do Aécio. Mas isso não é um voto do Novo, é uma coisa pessoal. E a gente viu o Pastor Everaldo com algumas linhas na parte da livre iniciativa que é um princípio maior do Novo. Ideologicamente, talvez ele que se aproximasse mais, sendo que tem outras bandeiras que ele defende que não são necessariamente bandeiras do Novo no momento. Dos principais, há pouca identidade de mudança do Estado.

JOEL PINHEIRO: Nessa campanha tem surgido muito, e acho que é um processo histórico, questões polêmicas, que dividem muito as pessoas – eu to pensando em questões como casamento gay, aborto, liberação ou não da maconha e outras drogas. O Novo irá trazer posicionamentos nessas áreas também?

JOÃO AMOEDO: Não. No primeiro momento a gente discutiu isso e nós dissemos o seguinte – olha pro projeto caminhar bem, a gente tem que ter prioridades. Nós entendemos que aborto, drogas, casamento entre pessoas do mesmo sexo, são assuntos importantes, mas não são prioritários na nossa agenda. Por que? Nós entendemos que essa mudança do tamanho do Estado, a redução da carga tributária, a maior devolução de poder ao indivíduo, privatização de empresas, conceito de maior liberdade, são bandeiras fundamentais que a gente deveria estar trabalhando prioritariamente nelas. E não deveríamos alocar esforços no primeiro momento, dado o tamanho desse problema que a gente entende, em outras bandeiras. E não gostaríamos também de ter uma divisão dentro do Novo no primeiro momento, de pessoas que tem a mesma ideia nossa quanto a esses temas principais, mas tem ideias diferentes sobre outros temas que nós consideramos, como volto a dizer, importantes, mas não tão prioritários. Então, no primeiro momento, se pessoas que tem esses mesmos conceitos quanto ao Novo, são muito bem vindas, independente se elas tem um posicionamento pró ou contra o aborto, pró ou contra drogas. Apesar de serem temas polêmicos, de ter tido uma discussão, nós queremos ter uma outra agenda que entendemos ser mais urgente para o país, que é a redução do tamanho do Estado com devolução de poder aos indivíduos. Por isso, inicialmente esses assuntos serão deixados para uma discussão posterior.

JOEL PINHEIRO: Alguns meses atrás, a Veja Rio fez uma pequena reportagem sobre o Novo com um viés muito claro, mostrando os membros dele como pessoas da elite, da alta classe, talvez da “elite branca”, cujo uniforme até seria as “roupas de grife”. Como é que vocês lidam com esse tipo de tentativa de encaixar o Novo nessa categoria, um partido da elite? Vocês aceitam isso ou é algo que precisa ser combatido?

JOÃO AMOEDO: Olha, eu acho que não haveria nenhum problema dizer que é um partido da elite, mas na verdade ele não é. O Novo foi fundado por profissionais liberais, estudantes… Eu acho que a Veja fez aquela reportagem no intuito de vender. Quis colocar um rótulo, numa comparação com o black bloc. Mas cada vez que tem passado o tempo e as pessoas tem conhecido mais o Novo, e tem frequentado encontros, reuniões nossas, há uma diversidade tão grande. Eu cito como exemplo, a gente recebe todo dia inúmeros cadastros de pessoas no Novo. E a gente recebe cadastro do vigia noturno de Caicó, no Rio Grande do Norte. De taxista de Uberaba. De um médico, de um profissional do serviço público… Então tem uma diversidade tão grande, e eu acho que isso tá muito claro pela nossa penetração nas mídias sociais – o Novo tem mais seguidores no Facebook, por exemplo, que o PT e o PSDB juntos – que é um negócio que não condiz com a verdade. Então, existiu de fato essa reportagem lá, mas com o tempo a gente não tem nem conversado mais tanto sobre isso porque os fatos são a melhor indicação da verdade. E no dia a dia, qualquer pessoa que vá a uma reunião do Novo irá ver a diversidade de público que há nas palestras, encontros que a gente tem feito. Acho daqui pra frente vai ser muito pouco presente essa preocupação, porque a realidade é outra.

JOEL PINHEIRO: E uma última pergunta, João. Existem figuras inspiradoras da sociedade brasileira, que o Novo gostaria de, ou se aproximar, ou pelo menos ter como exemplos? Penso tanto na vida política quanto do meio empresarial, quanto da vida intelectual.

JOÃO AMOEDO: No passado, em termos políticos, eu acho que a gente citou alguma outra vez o Roberto Campos, que a gente acha que foi um grande pensador. Na vida, como empresários, eu particularmente gosto do pessoal do Jorge Paulo Lemann, do Beto Sicupira, do Marcel, que são empreendedores, que fizeram seus negócios normalmente com quase nenhuma participação do Estado – quer dizer, foram pessoas que empreenderam e sonharam alto como o próprio livro deles lá diz. Eu acho que no esporte a gente tem boas inspirações – Bernardinho como técnico da Seleção e outros atletas que se destacaram. Acho que principalmente essa é uma vontade que a gente tem, e acho que por isso no esporte há alguns que se destacaram bastante, que é de você realmente ter sucesso naquilo que você quer fazer. A ideia do Novo é realmente transformar o Brasil, a gente até tem dito “transformar num país admirado”. Acho que essa ambição se encontra nessas pessoas que se dedicaram e tiveram sucesso. Então acho que esses dariam alguma ideia do caminho que a gente quer trilhar.

JOEL PINHEIRO: Tá certo, o caminho para que o Brasil brilhe por tantos outros campos também, além do esporte…

JOÃO AMOEDO: Exatamente. E principalmente tenha esse desafio de não ser mais um, de ser realmente diferente, de ser um país comparável aos melhores países do mundo. E acho que por isso é muito importante essa questão de mudar o modelo do Estado. Senão a gente vai ficar patinando por muito tempo.

 


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