Funcionários denunciam que bactéria encontrada na Maternidade Dr. Peregrino Filho pode causar morte

Funcionários denunciam que bactéria encontrada na Maternidade Dr. Peregrino Filho pode causar morte

Após a morte da modelo capixaba, Mariana Bridi Costa, 20 anos, (foto 2) ocorrida em 2009, a sociedade brasileira se deu conta da gravidade dos riscos a saúde causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. Mariana não pode ver a tempo o inimigo invisível que causou problemas tão graves que a modelo teve amputação de membros inferiores e superiores, além de infecção urinária que levou-a a óbito em pouco tempo.

Na manhã desta terça-feira, dia 22, funcionários da Maternidade Dr. Peregrino Filho, em Patos, estiveram em contato com a redação do Patosonline.com de posse de exames clínicos que comprovam a existência de contaminação pela bactéria Pseudomonas Aeruginosa, os funcionários denunciaram que a bactéria foi encontrada na maternidade e contaminou uma das funcionárias e outras pessoas podem estar também afetadas, pois os sintomas só são percebidos após alguns dias depois do contato.

A bactéria que pode afetar diversos órgãos, entre os quais garganta, nariz, ouvido, rins, dentre outros, atingiu uma funcionária que preferiu não se identificar, porém mostrou exames, vários recibos do tratamento que se submeteu para tratar as fortes dores de ouvido que levaram a sangramento, além da perda de parte da audição. A funcionária acusa a Maternidade Dr. Peregrino Filho de não ter dado assistência necessária e ainda a ter ameaçado caso o fato viesse a tona. A funcionária disse que o tratamento foi caríssimo e só ocorreu graças à ajuda de parentes.

O Ministério Público Estadual (MPE) foi cientificado do caso. O medo dos funcionários é de que as coisas fiquem piores, pois um dos locais em que a bactéria foi encontrada, um computador, apenas teve o teclado isolado com plástico filme que não traz a segurança necessária para que a bactéria não se prolifere.

A economia desmedida em alguns setores da Maternidade Dr. Peregrino Filho também foi denunciada. Os funcionários relataram que a má higienização de alguns setores devido ao acúmulo de material médico hospitalar tem sido recorrente e até avisos afixados trazem recomendações estranhas. Em um aviso fica clara a recomendação: “...não haverá mais dispense de material de limpeza no final de semana, pois o almoxarifado que havia na farmácia foi desfeito e o almoxarifado central funciona de segunda a sexta, contudo se algum setor precisar de material deve suprir sua necessidade com os demais setores...”.

Um exame preciso data que a última contaminação aconteceu no dia 9 de abril de 2015 e a segunda contaminação no dia 02 de setembro do corrente ano. A funcionária relata que teme pela vida e também dos vários colegas e pacientes que cotidianamente estão na Maternidade Dr. Peregrino Filho.

Em contato com a assessoria de comunicação da Maternidade Dr. Peregrino Filho, que atualmente é administrada de forma terceirizada pela empresa GERIR, a reportagem foi informada que o caso não procede. A assessoria disse que o próprio diretor confirmou que não existe tal acontecimento.

 

 

 

 

Jozivan Antero – Patosonline.com