Fraudes na Superintendência da Pesca na PB podem ter desviado R$ 30 mi por ano

Fraudes na Superintendência da Pesca na PB podem ter desviado R$ 30 mi por ano

O deputado Anísio Maia (PT) declarou na manhã desta quinta-feira (15), que as prisões realizadas hoje pela Polícia Federal de pessoas envolvidas em suposto esquema de irregularidades no Ministério da Pesca e Aquicultura também deveriam estar acontecendo no estado da Paraíba. Segundo Anísio, "a roubalheira no estado é grande", os envolvidos conseguiram desviar um volume de 30 milhões em recursos federais por ano.

Anísio revelou uma suposta fraude na concessão de carteira de pescador. "Na Paraíba existia 20 mil carteiras de pescadores, durante o período administrado pelo PRB, em apenas um ano e meio, foram confeccionadas irregularmente sobe uma fraude completa, mais 20 mil carteiras, aumentou em 100%", denunciou.

Ele aponta o nome do ex-superintendente da Pesca na Paraíba, Samuel Lemos como o responsável por todas as irregularidades no estado. Anísio ainda revelou, que até navios estão sendo colocados a vendas, "navios que foram financiados pelo banco do Nordeste para uma cooperativa em Cabedelo, estão encalhados no cais, e estão vendendo a um particular".

O deputado Anísio informou que já entregou documentos com todas as denúncias que já foram feitas no estado, a Casa Civil da Presidência da República e pediu intervenção do Ministério da Pesca na Paraíba.

Na manhã de hoje, a Polícia Federal (PF) desarticulou uma rede que atuava no Ministério da Pesca e Aquicultura, em Brasília e Santa Catarina, e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Santa Catarina, para concessão de permissões ilegais para pesca industrial, emitidas pelo ministério. A Operação Enredados contou com o apoio do Ibama.

Segundo a PF, servidores públicos, armadores de pesca, representantes sindicais e intermediários integravam a organização investigada por atos de corrupção, tráfico de influência e advocacia administrativa. Além de licenciar embarcações irregulares, que não possuíam requisito para obter a autorização, a rede também colocava empecilhos para embarcações aptas, com o objetivo de pressionar os proprietários dos barcos a pagar propina.

 

 

 

Click PB