Força Aérea Brasileira diz que piloto de avião não falou em falhas técnicas

Força Aérea Brasileira diz que piloto de avião não falou em falhas técnicas
Hoje muitos pernambucanos visitaram o túmulo do ex-governador do estado, Eduardo Campos. Ontem, 160 mil pessoas lotaram as ruas do Recife para se despedir dele.

Os caixões do ex-governador Eduardo Campos, do jornalista Carlos Percol e do fotógrafo Alexandre Severo, ficaram lado a lado, na frente do palácio do Campo das Princesas. A fila para prestar a última homenagem chegou a três quilômetros.

A viúva Renata Campos esteve o tempo todo ao lado do caixão do marido, junto com os quatro filhos mais velhos. O mais novo, o bebê Miguel, ficou por perto, nos braços dos parentes. A candidata à vice na chapa do PSB, Marina Silva, participou do velório desde a madrugada. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, chegou acompanhada do ex-presidente Lula.

O candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, também foi ao velório. A missa campal, celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife Dom Fernando Saburido, teve muitos momentos de emoção. Cantores pernambucanos fizeram homenagens ao ex-governador.

O velório terminou às 16h30 e o caixão de Eduardo Campos foi levado para o caminhão do Corpo de Bombeiros. Levou quase duas horas para percorrer dois quilômetros.  Já era noite quando Eduardo Campos foi enterrado, ao lado do avô Miguel Arraes. A despedida teve aplausos e fogos.

Investigação
O Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos, em Brasília, Distrito Federal, já teve as conversas dos pilotos com a torre de controle de voo, da base área de Santos, litoral de São Paulo.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que na última conversa com a torre de controle o piloto disse que ia arremeter, mas não falou em falhas técnicas. As peças do avião estão separadas na base aérea de Santos e serão levadas para analise em laboratórios.

Algumas peças podem ser encaminhadas para o fabricante, no exterior. Assim que ficarem prontos, os laudos vão para o Cenipa.  Os investigadores também verificam as condições do tempo e o emocional dos pilotos. Não há prazo para o fim da investigação.

 

 

Jornal Hoje