FMI critica intervenções do governo brasileiro na economia

FMI critica intervenções do governo brasileiro na economia

Nesta terça-feira (29) o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um novo relatório, no qual economistas comentaram a situação econômica e a política cambial do Brasil. De acordo com eles, as intervenções do Banco Central (BC) no dólar deixaram o real sobrevalorizado em 15% em 2013, classificado como "acima do nível desejável". Além disso, no documento consta que a posição externa do Brasil está mais fraca do que o desejado.

Segundo o FMI, a situação das contas externas brasileiras é considerada moderadamente frágil e que o País pode ver esse cenário piorar caso o ambiente siga a tendência de queda no preço das commodities. 

A entidade sugere que o Brasil adote medidas que aumentem a poupança, além de reformar o sistema previdenciário e realizar mudanças que alterem a estrutura dos gastos públicos. O Fundo acredita que o Brasil não deveria usar as intervenções para desafiar os fundamentos da economia.

A autoridade financeira também foi dura ao classificar o Brasil como uma das cinco economias emergentes mais vulneráveis do planeta atualmente. 

Outros países como Índia, Turquia, Indonésia e África do sul foram citados pelo FMI e fazem companhia ao Brasil na lista do grupo de nações com situações preocupantes no cenário econômico global. 

Esse mesmo grupo de países considerados "frágeis" foi citado pela primeira vez em agosto de 2013, em relatório do banco americano Morgan Stanley, e que teve grande repercussão na mídia internacional.

De acordo ainda com o fundo, especificamente o Brasil, segue um ritmo anêmico da economia. Para eles, o fraco avanço da atividade econômica brasileira está relacionado a baixas taxas de investimento e poupança doméstica. O País, segundo a equipe econômica, está atualmente em recessão e não deve crescer mais do que 1,3% em 2014, aponta o Fundo. Para enfrentar a crise, o FMI indica que o Brasil resolva gargalos de infraestrutura, especialmente nos setores elétrico e de transporte, aumente a eficiência do investimento público, adote medidas que elevem competitividade, reanime a confiança dos investidores e desestimule o consumo como âncora da expansão.

 

DCI