Flu monta comissão, colhe vídeos e depoimentos para decidir sobre Fla-Flu

Flu monta comissão, colhe vídeos e depoimentos para decidir sobre Fla-Flu

Passado o rompante de revolta e o anúncio de que o Fluminense tentaria anular o duelo com o Flamengo de quinta-feira, em Volta Redonda, o presidente Peter Siemsen resolveu recuar um passo para avaliar melhor quais serão os seguintes. Até a próxima segunda-feira, prazo para a formalização do pedido, uma espécie de comissão, formada pelos advogados Pedro Maurity e Roberta Fernandes, além de Peter, vai analisar se vale a pena ou não entrar nesta briga judicial.

Desde o fim do Fla-Flu, os tricolores passaram a recolher imagens, depoimentos de jogadores e comentaristas. Tudo para tentar juntar um grande material para provar que houve interferência externa na anulação do que seria o segundo gol tricolor no clássico. Entre os depoimentos estão os dos rubro-negros Alan Patrick e Willian Arão, que disseram ter ficado sabendo da informação do impedimento quando estavam em campo.

- Estamos analisando com a cabeça mais fria. Pode ser que a gente encontre outra medida. Não queremos macular o campeonato. Estamos estudando profundamente a legislação e suas penalidades para formarmos um juízo claro, aí teremos uma posição clara do que fazer. Só queremos proteger o Fluminense, seus direitos, e o campeonato de que ele participa. Houve a influência externa irregular, e o comportamento do juiz desestabilizou o Fluminense - disse Peter. 

Sandro Meira Ricci Fluminense x Flamengo (Foto: Ag. Estado)Sandro Meira Ricci, árbitro do Fla-Flu (Foto: Ag. Estado)

O Flu também vê a súmula como uma possível arma. Nela, o árbitro Sandro Meira Ricci diz que não houve "nada de anormal" no clássico, apesar de a partida ter ficado paralisada por 13 minutos e com a entrada de diversas pessoas no do gramado. Se ainda há a dúvida se o Tricolor tentará a anulação do jogo, a certeza é de que o juiz será o principal alvo. 

- Certamente contra o juiz vamos atuar com rigor - garantiu Siemsen. 

Uma mudança de resultado de campo é considerada difícil. Por isso o Flu faz uma avaliação maior do caso para não entrar em um desgaste que pode ter um efeito ainda pior para o clube, que está na sexta colocação e briga por uma das vagas na Libertadores de 2017. 

Peter Siemsen garantiu que não vai se deixar levar pelo fato de os rivais pegarem no pé do Flu com a provocação de ser o "time do tapetão" após o Brasileiro de 2013. Na ocasião, o Tricolor havia sido rebaixado, mas acabou beneficiado porque Portuguesa e Flamengo escalaram jogadores de forma irregular e perderam pontos. 

- O Fluminense trabalha com regras e dentro da regra. Em 2013, cumprimos a regra. Se não cometessem (Flamengo e Portuguesa) irregularidades, jogaríamos a Série B. Não podemos nos deixar influenciar pela opinião pública. Nós temos uma conduta séria e trabalhamos duro. Não dá é para transferir a incompetência da arbitragem para um clube. O Flamengo reclamou bastante no início do campeonato, o Atlético-MG... vários clubes.

Ainda neste clima de Fla-Flu mal resolvido, o Fluminense treina neste sábado de olho no duelo com o São Paulo, segunda-feira, às 20h, em Edson Passos.

Globo Esporte