Filha do ex-prefeito Alexandre Braga, é destaque na literatura paraibana

Filha do ex-prefeito Alexandre Braga, é destaque na literatura paraibana

“Sou uma fã da liberdade pessoal de medos ocultos, sou sedenta por liberdade, sou uma eterna corajosa vivendo num mundo repleto de pessoas com abismos escondidos dentro de si.

Há quem queira uma vida dentro de todos os padrões de normalidade. Há quem queira viver de vagabundagem. Há quem goste de loucura. Existe em mim um “eu”, que vez ou outra se liberta dos obstáculos que impedem a felicidade.

Certa vez, observei a Yara. Uma menina linda, estatura pequena, cabelos aparentemente ruivos, sonhadora, meiga. Sentava no fim da sala de aula, onde passei quase toda a minha vida. Ela estava triste, e não costumava ser daquela forma. Curiosa como de costume, fui atrás da resposta e semana depois descobri que a garota estava com câncer. Sim! Câncer e já estava num estágio bem avançado, sem chances de sobrevivência. Ela não viveu a vida com a loucura, não quebrou regras, alterou padrões ou conceitos preestabelecidos, restringindo-se aos que seus pais gostariam que ela fosse. Triste fim!

Esse fato levou-me a refletir: um dia quero jogar uma torta na cara de um policial, não fazer dever de casa, andar descalça, voar de asa delta, eu quero mais do que liberdade, o que eu quero não tem nome! Só agora, depois eu me ‘ajeito’”.

A crònica à cima, da jovem Anandre Braga, que é filha do ex-prefeito Alexandre Braga e de Ana Claudia Pegado, foi selecionada para composição do Livro Cântaro das Letras, elaborado pela direção do Colégio Marista Pio X, através da semana de arte e escrito pelos próprios alunos, através de uma seleção de textos.

Ao falar da liberdade, a jovem externou todo sentimento de voar e extravasar como um vôo do Ícaro, nas asas da ilusão, um sonho audaz, no brilho do farol. Anandre deixou-se entender a vontade de viver, viver e não se esconder do olhar, que o que faz dela ser o que é, é querer ir por onde ninguém vai, por um momento apenas.

Alcançar o espaço e as estrelas é um sonho antigo da humanidade. Praticamente todas as culturas destacam o céu como um lugar especial. Esse local era normalmente designado como a morada dos deuses. Muitos povos consideravam que as constelações eram representações dos seus mitos e lendas. Dessa forma, o céu era um lugar divino e os homens somente o alcançavam quando eram convidados ou homenageados pelos deuses.

Entretanto, o espírito humano de vencer limites e barreiras nos impulsionou a superar as nossas limitações e buscou meios para atingirmos o céu. Um exemplo desse desejo é a interessante história sobre Dédalo, relatada na mitologia grega.

Sonhar com a liberdade instantânea fez da jovem um universo de inspiração, onde além de querer a Liberdade de voar num horizonte qualquer, externou a liberdade de pousar onde o coração quiser, mas apenas por um momento qualquer.

No dia 3 de novembro, na biblioteca do colégio foi realizada a sessão de autógrafos, na biblioteca do Colégio Marista Pio X.
 

Fonte: Gilberto Angelo/Portal Vale do Piancó Notícias