Fica na oposição: Caio Roberto diz que votou em Adriano, mas não quer fazer parte do governo de RC

Fica na oposição: Caio Roberto diz que votou em Adriano, mas não quer fazer parte do governo de RC

O deputado estadual, Caio Roberto (PR) comentou em entrevista ao programa Rede Verdade da TV Arapuan nesta quinta (5), que apesar de ter uma relação mais estreita com o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN), sentiu-se mais a vontade para votar em Adriano Galino (PSB), mas descarta participar do governo Ricardo Coutinho (PSB).

Caio afirmou que Ricardo Marcelo é seu amigo e que ele também tem um grande carinho pelo deputado Trocolli Júnior (PMDB) que foi cabo eleitoral do candidato oposicionista, mas destacou que não tinha muita participação no grupo que, para ele, era de certa forma, um pouco fechado.

“O grupo dele era muito fechado, mas só tenho a agradecer ao ex-presidente. Mas pelo fato de não participar tanto das discussões internas, me sentia à margem de sair do próprio grupo. Conversei com Adriano e optei pela candidatura dele e de Gervásio Maia (PMDB). Agora estou com uma aproximação maior”, afirma.

Questionado a respeito de o voto em Adriano significar uma aproximação com o governo, o parlamentar foi direto. Ele explicou que se sentiu mais a vontade pelo espaço que foi oferecido dentro da chapa de Galdino, segunda secretaria, pois é um cargo almejado e destacou também que se sentiu a vontade. “O deputado Ricardo Marcelo já tinha preenchido e fechado a chapa e compreendeu minha situação”, destaca.

 

O deputado afirmou que durante todo o processo conversou com os dois candidatos e que não deixa a amizade com o ex-presidente, destacando que a explicação para a escolha foi ‘única e exclusivamente política’ e negou uma aproximação com o governo:

 

“Quando fui conversar com Adriano coloquei isso. Primeiro há coisas distintas tanto a eleição da mesa quanto a aproximação com o governo. Não tenho interesse em fazer parte do governo. Já na legislação passada tive a oportunidade de conviver e votei algumas matérias como a terceirização do Trauma e o empréstimo da Cagepa. Que foram aprovadas por um voto”, lembra.

 

Caio também afirmou que dependendo da matéria encaminhada pelo governo ele não se negaria a votar, mas deixou bem clara sua posição enquanto oposição na Casa, aproveitando para alfinetar a situação: “As matérias do governo são votadas pela situação sem discussão”, critica.

 
 


Marília Domingues