FBI diz que identificou militante que decapitou americanos

FBI diz que identificou militante que decapitou americanos

O diretor da agência federal de investigação dos Estados Unidos (FBI) informou nesta quinta-feira (25) que identificou o homem mascarado do grupo radical Estado Islâmico (EI) que teria decapitado os dois jornalistas norte-americanos.

Em menos de um mês, entre agosto e setembro deste ano, o EI divulgou três vídeos em que decapitam reféns ocidentais que estavam presos na Síria e ameaçam executar mais reféns, em retalização aos ataques aéreos promovidos pelos Estados Unidos contra posições do grupo no Iraque.

No entanto, James Comey não divulgou o nome do sujeito, nem disse qual é sua nacionalidade.

Nos vídeos divulgados pelo grupo, o militante mascarado fala em inglês com forte sotaque britânico, o que motivou investigações por parte dos serviços de inteligência da Grã-Bretanha.

De acordo com ele, aproximadamente uma dúzia de americanos estão combatendo com os extremistas na Síria, e muitos mais do que isso já voltaram aos Estados Unidos. Alguns desses que voltaram foram presos ou estão sob vigilância, acrescentou.

Decapitações
O primeiro ocidental a ser decapitado pelo EI foi o jornalista James Foley, em 19 de agosto. No vídeo, o EI mostra um homem de capuz vestido de preto que parece cortar a garganta do jornalista.

Depois, em 2 de setembro, o EI divulgou outro vídeo que mostrava a decapitação de outro jornalista norte-americano, Steven Sotloff. Segundo a agência AFP, o autor do assassinato afirma: "Estou de volta, Obama, e estou de volta por causa de sua arrogante política externa em relação ao Estado Islâmico".

No dia 13 de setembo, mais um vídeo divulgado pelo EI mostra a execução do refém britânico David Haines, de 44 anos, que era agente humanitário e foi sequestrado na Síria em março de 2013.

As autenticidades dos vídeos foram confirmadas posteriormente.

Além disso, nesta quarta outro grupo jihadista que atua na Argélia e é vinculado ao EI, o "Soldados do Califado",  decapitou um turista francês que mantinha como refém.

 

G1