Ex-presidente do PT afirma que está à disposição, mas avalia que Charliton ‘é um excelente nome’

Ex-presidente do PT afirma que está à disposição, mas avalia que Charliton ‘é um excelente nome’

Ex-presidente estadual do PT, o ex-deputado Rodrigo Soares disse nesta segunda-feira (10), em entrevista ao programa Rede Verdade (TV Arapuan), que “estou à disposição do partido na hipótese de uma necessidade para o embate municipal deste ano, em João Pessoa”. No entanto, ele afirmou que não haverá necessidade porque a legenda está muito representada por Charliton Machado, o pré-candidato petista.

Atualmente, Soares ocupa o cargo de chefia de gabinete do ministro Ricardo Berzoini, em Brasília. Em avaliação, adiantou que “o companheiro Charliton (Machado) é um nome qualificado, pois está envolvidos desde a muito tempo nos movimentos sociais, desenvolvendo uma luta como professor universitário”.

Lamentou a saída do prefeito Luciano Cartaxo, que trocou o PT pelo PSD em 17 de setembro do ano passado. “Achei um erro, pois muitas ações desenvolvidas aqui em João Pessoa têm o apoio do governo federal”, tendo citado como exemplo as instalações das UPA – Unidades de Pronto Atendimento -, além dos Centros de Educação Infantil.

“João Pessoa desperdiçou cerca de R$ 180 milhões, recursos que poderiam ser investido na implantação dos BRTs. Esse volume de dinheiro está guardado desde 2010, quando a Prefeitura era administração por Luciano Agra, mas infelizmente não foram utilizados e a gestão deixou de investir na cidade”, comentou.

Primeiro suplente de deputado, Rodrigo quase assumiu a titularidade do mandato se o titular Anísio Maia (PT) tivesse assumido a presidência das Docas/Paraíba. “Houve essa movimentação, mas trata-se de uma decisão unilateral e que não precisei alimentar essa esperança”, frisou.

No dia em que o “seu” PT completa 36 anos de função, o ex-deputado informou que está esperançoso quanto a recuperação da economia, destacando que “o mais importante é que o emprego da população está sendo preservado”. Disse que está questão do impeachment da presidente Dilma Rousseff “não tem amparo legal” e que perdeu força no final do ano passado.

 


Marcone Ferreira