Ex-presidente do PSB diz que RC é 'esperança de renovação' e deve assumir papel de líder regional

Ex-presidente do PSB diz que RC é 'esperança de renovação' e deve assumir papel de líder regional

O ex-presidente do PSB e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, fez elogios ao governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, enquanto fez duras críticas ao partido afirmando que o PSB de hoje está sendo transformado em um satélite de menor grau do PSDB.

Em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, nesta quinta-feira (7), Amaral afirmou que o partido na configuração atual não está híbrido, mas faz parte da direita conservadora, porém sobre o maior nome do partido no estado, o governador, o ex-presidente foi só elogios: “Ricardo é um dos políticos mais importantes do Nordeste, um governador notável, com ideias firmes, posições fixas, que não tergiversa. Ele é uma das esperanças de renovação no nosso estado e na política”, destacou.

O ex-presidente afirmou que não sabe a força que o governador tem no partido, mas reclamou que “vê pouquíssimas pessoas do PSB o pensando como ele”.

Questionado sobre a possibilidade de Coutinho alçar voos mais altos, Amaral apontou que depende do governador. “É uma possibilidade para ele e a uma necessidade para a Paraíba. Vai depender dele, mas também do quadro político e partidário. Não sei se no atual PSB  - do qual eu não me reconheço nem como partido nem como socialista - ele terá espaço”, aponta.

Para o ex-presidente, hoje a sigla está controlada por “uma associação de oportunistas do Sudeste que tema maioria do grupo e pelo grupo de Pernambuco” e de acordo com Amaral, “para essa gente, Ricardo tem um defeito muito grave, talvez incurável: personalidade, opinião própria e projeto. Tirando isso, ele tem todas as qualidades para ser líder regional”, destaca.

Apesar disso, Amaral ressalta que não vê como Ricardo ser um líder nacional neste momento, porém como é o governador de maior experiência no Nordeste, ele tem todas as condições de ter um projeto nacional exercendo a liderança regional. “Mais que isso, espero que Ricardo não apenas se convença desse papel, que não é por acaso, não é direito, mas obrigação que ele tem para com o povo paraibano, com a nação nordestina. Tem o dever de exercer essa liderança regional”, diz.

Amaral recordou ainda que quando a executiva nacional se reuniu para deliberar “o nefasto” apoio a Aécio Neves (PSDB), foram apenas quatro ou cinco votos contra e entre eles o de Ricardo.  “Não sei como ele é visto no partido, mas ele tem a seu favor o fato objetivo que é governador de estado e isso pesa em qualquer partido e tenho a impressão que não vai sofrer problemas dentro do partido, mas não sei se poderá exercer a liderança que sua estrutura histórica está requerendo”, conta.
 
 
 


Marília Domingues