Estudo projeta que 42 mil adolescentes serão vítimas de homicídios em sete anos

Estudo projeta que 42 mil adolescentes serão vítimas de homicídios em sete anos

Cerca de 42 mil jovens de 12 a 18 anos deverão ser assassinados entre 2013 e 2019 nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, de acordo com o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) divulgado nesta quarta-feira (28).

Em outras palavras, para cada grupo de mil pessoas com 12 anos completos em 2012, 3,32 correm o risco de serem assassinadas antes de atingirem os 19 anos de idade. A taxa representa um aumento de 17% em relação a 2011, quando o IHA chegou a 2,84.

O IHA integra o PRVL (Programa de Redução da Violência Letal), criado em 2007 por meio de uma ação conjunta entre a SDH/PR (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República), o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o Observatório de Favelas, em parceria com o LAV-UERJ (Laboratório de Análise da Violência).

O relatório indica que, conforme os dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), 7.592 adolescentes com idade entre 12 e 18 anos foram vítimas de morte por agressão em 2012.

Considerando as mortes de adolescentes e a população em geral no intervalo de 12 anos entre 2000 e 2012, os resultados indicam um abismo. Entre todos os jovens de 10 a 18 anos que morreram, 36,5% foram vítimas de agressão, enquanto o porcentual recua para 4,8% na população total.

Região do País –  O Nordeste tem a maior incidência de violência contra adolescentes, com um índice igual a 5,97 mortes a cada mil. Entre 2013 e 2019, nada menos que 16.180 jovens deverão morrer vítimas de homicídios nessa região.

 

A segunda posição pertence ao Centro-Oeste, o índice é de 3,74 mortes por mil — o que representará 3.575 óbitos de jovens até 2019. O Norte vem em terceiro lugar, com o indicador de 3,52 — ou 3.908 mortes de adolescentes.

O Sul deverá ter 2,44 mortes de jovens em decorrência da violência em cada mil entre 2013 e 2019 — 3.854 óbitos em números absolutos.

Por outro lado, o Sudeste possui o menor valor, com uma perda de 2,25 jovens em cada mil. Até 2019, porém, 14.323 adolescentes serão vítimas de agressões e vão morrer, segundo o estudo.

Cor da pele – O estudo indica ainda que a maior vulnerabilidade está na cor da pele. A chance de um adolescente negro ser assassinado é 2,96 vezes maior do que os brancos.

Quando se trata de um jovem negro do sexo masculino, o risco é 11,92 vezes maior ao das mulheres negras, sendo a arma de fogo o principal meio utilizado nos assassinatos de jovens brasileiros.

O IHA levou em conta informações de 288 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. O levantamento tem como base os dados dos Censos 2000 e 2010, do IBGE, e do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

 

 

R7