Estudantes desenvolvem bactérias para despoluir os rios

Estudantes desenvolvem bactérias para despoluir os rios

Nesta quinta-feira (13), o Programa Nacional Jovem, entrevistou o professor de Engenharia Genética da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Carlos Gustavo Nunes, sobre a premiação de estudantes de Biotecnologia e Ciências Biológicas em competição de genética que envolveu instituições renomadas nos Estados Unidos.

Durante cinco dias estudantes de várias partes do mundo se reuniram, em Boston, na mais relevante competição acadêmica de biologia sintética, o iGEM (sigla em inglês para Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas). Os estudantes da Ufam foram premiados com medalha de ouro por desenvolverem bactérias para despoluir os rios da Amazônia.

Segundo o professor e coordenador do projeto, o que motivou os alunos a desenvolverem essa bactéria foram os autos indices de mercúrio encontrados nos rios da região amazônica. Em busca de uma solução para o problema, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do estado do Amazonas solicitou aos estudantes um projeto que viabilizasse essa descontaminação.

O professor relatou que para o desenvolvimento do projeto, os estudantes pegaram genes de bactérias que são acostumadas a ambientes com alta concentração de mercúrio, e colocaram esses genes em bactérias criadas em laboratórios. Com isso, essa nova bactéria, agora, é capaz de detectar e reter esse mercúrio em águas contaminadas, possibilitando, assim, a posterior eliminação desse elemento, em forma gasosa, para futuramente ser reutilizado, em objetos como lâmpadas e artigos eletrônicos.

Conforme o professor, o resultado desse projeto foi a premiação com medalha de ouro e o reconhecimento da Ufam, como a única instituição brasileira a receber medalha de ouro na competição, se consolidando internacionalmente como um importante centro de pesquisas na área da Biologia Sintética.


EBC