Estudante da Paraíba diz que foi roubada e furtada mais de 20 vezes

Estudante da Paraíba diz que foi roubada e furtada mais de 20 vezes

ma estudante de direito de 35 anos diz já ter sido alvo de roubos e furtos em João Pessoa por mais de 20 vezes nos últimos 15 anos. A postagem foi feita em uma rede social no dia 8 de agosto, quando a vítma, Emanuelle Dutra, disse que já havia sido roubada 21 vezes.

Jovem postou sobre os assaltos em um grupo de uma rede social que reúne pessoas vítimas de assaltos na capital paraibana (Foto: Reprodução/Facebook)

“A maioria das vezes que fui roubada ou furtada, foi nas ruas próximas a um shopping no bairro de Manaíra, que foi onde morei por algum tempo, sendo que o curioso é que o local é muito perto de uma delegacia. Mas mesmo assim os assaltantes não têm medo”, disse a jovem, que guarda a maioria dos boletins de ocorrência em que foram registrados os assaltos.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social ao longo das duas últimas semanas para que o assunto fosse comentado, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.

Emanuelle conta que o primeiro assalto aconteceu em 2000, quando ela havia acabado de sair do shopping. “Dois adolescentes me prenderam e levaram minha bolsa com documentos e dinheiro. Sendo que eu reagi e fui atrás deles com outros três rapazes que estavam no local. Conseguimos segurar um deles e recuperar o material. O outro acabou fugindo. Na ocasião, não prestei queixa por ter recuperado minha bolsa”, disse.

De acordo com a estudante, ela já passou por tanta ocasiões de violência que já tem uma forma de agir: reage quando os suspeitos não estão armados e não presta boletim de ocorrência quando consegue recuperar o material roubado. “Por duas vezes acabei sendo agredida por reagir ao assalto, as duas na mesma rua”, explicou Emanuelle.

Os casos foram na rua Juvenal Mário da Silva, em Manaíra. “Uma das vezes o ladrão queria pegar minha bolsa, mas como eu reagi, ele me bateu e me arrastou pelo braço e pelos cabelos, foi quando uma vizinha minha apareceu para ajudar. Ele ainda tentou fugir em uma bicicleta, mas eu a segurei e ele correu deixando o material para trás. Prestei queixa na delegacia de Tambaú, mas não conseguiram localizá-lo", conta.

"Da outra vez, na esquina da rua, fui abordada por dois homens, tentei reagir, mas me agrediram e eu desmaiei. Lembro de acordar com policiais e curiosos próximo. Desta vez não consegui recuperar minha bolsa”, comentou.

Emanuelle morava na mesma rua onde aconteceram os assaltos e há quatro anos se mudou para uma residência no bairro dos Bancários. Mesmo lá, a família dela não teve descanso. É que em 2012, o filho dela, que tinha 13 anos, foi assaltado junto com dois colegas da escola em uma padaria.

Emanuelle guarda os boletins de ocorrência registrados nos casos de roubos e furtos (Foto: Emanuelle Dutra/Arquivo pessoal)

Emanuelle guarda os boletins de ocorrência
registrados nos casos de roubos e furtos
(Foto: Emanuelle Dutra/Arquivo pessoal)

“Eu sempre levo e busco meus filhos no colégio todos os dias, mas neste dia ele saiu da escola com os amigos e foi lanchar em uma padaria, onde foi surpreendido pelos assaltantes, que colocaram uma arma na cabeça dos três pedindo os celulares”, relata.

Apesar dos crimes, a jovem explica que não deseja sair de João Pessoa e atribui a violência urbana à falta de melhores condições de trabalho para os agentes de segurança pública. “Nasci e me criei aqui, eu amo João Pessoa. Infelizmente a segurança no nosso estado, assim como em todo o Brasil, é precária. Não há um investimento em segurança pública e não há meios decentes de trabalho para os policiais. Com o salário baixo, fica complicado para eles trabalharem só por amor à profissão”, concluiu Emanuelle.

 

 

 

G1