Estela refuta críticas e diz que não abandonou os movimentos sociais de base

Estela refuta críticas e diz que não abandonou os movimentos sociais de base

A deputada Estela Bezerra (PSB) está sendo bastante criticada pelos representantes de movimentos sociais do Estado por ter abandona as lutas de classes.

Ela foi acusada de ter virado as costas para a mobilização dos servidores públicos, que fizeram protesto no Plenário da Assembleia Legislativa contra a Medida Provisória do governo do Estado, que congela o salário da categoria, cuja matéria já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da qual ela é presidente.

Em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (02), Estela Bezerra refutou as acusações e disse que não tem sido criticada e que é muito próxima aos movimentos sociais.

Ela se defendeu dizendo ainda que faz parte da base dos movimentos, que sua formação política veio dos movimentos.

“Agora, eu tenho representação política e tenho responsabilidade. Eu não posso votar contra uma medida do governo do Estado, que dentre outras coisas, defende o interesse público. Não se pode achar que o dinheiro pago pelo imposto do cidadão seja consumido apenas em folha de pagamento dos servidores públicos”, explicou.

Contudo, a parlamentar reconhece que os servidores têm uma luta legítima em detrimento de melhores condições de trabalho e de salários dignos, mas que isso não pode ser superior a um comportamento financeiro declinante que se encontra hoje a Paraíba.

Conforme Estela Bezerra, as finanças do Estado não podem continuar com a política do reajuste salarial para este ano. A alternativa é construir uma emenda como ferramenta que possa colocar um indexador ao comportamento financeiro dos cofres públicos.

“Isso sim, é uma coisa razoável. Agora não posso votar irresponsavelmente contra uma medida que faz com que o Estado da Paraíba continue pagando a folha em dia. De que adianta aumentar o salário em dez por cento e o servidor passar três meses sem receber? Eu aceito  que as críticas sejam feitas, mas essa não é verdadeira”, avaliou.

 

 

 

Hacéldama Borba