Estado não descarta decretar emergência e acionar Exército para combater mosquito

Estado não descarta decretar emergência e acionar Exército para combater mosquito

A secretaria de saúde não descarta a possibilidade de decretar situação de emergência e solicitar a mobilização do exército brasileiro para atuar no combate aos mosquitos da dengue. De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES-PB, Renata Nóbrega, em entrevista na manhã desta quarta-feira (02), estas são "situações que estão sendo discutidas pelo governo".

As notificações de microcefalia na Paraíba aumentaram da última semana para esta, de acordo com Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado. As notificações de microcefalia já existem em 52 cidades paraibanas, 20 a mais do que na última semana. Já são somados 248 casos notificados, quando na última semana haviam sido registrados 104.

No último sábado (28) o Governo Federal relacionou oficialmente os casos de microcefalia ao zika vírus e destacou a situação inédita na pesquisa científica mundial. Aqui na Paraíba, até o momento, o isolamento do zika vírus só foi detectado em dois casos de microcefalia no município de Juazeirinho.

A única prevenção possível atualmente para a transmissão do vírus é a exterminação do aedes aegypti, o mosquito vetor das doenças. A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES-PB, Renata Nóbrega, destacou em entrevista realizada na manhã desta quarta-feira (02), que "não tem vacina, não tem nova estratégia que possa prevenir de fato e eliminar o mosquito". De acordo com ela, a única maneira é prevenir o aparecimento do mosquito nas residências.

Com relação às ações que estão sendo feitas para o combate ao mosquito aedes aegypti, estão sendo feitas avaliações sobre o processo de trabalho do agente de endemias, além de realização de visitas técnicas aos municípios, investigações em casos de suspeita de dengue e distribuição do larvicida.

O Ministério da Saúde sinalizou o aumento no repasse de verbas para a saúde, mas não informou quando será feito nem quanto será destinado. "Nesse momento não temos nenhuma definição quanto a isso. Não chegou nada para a secretaria estadual de saúde com acréscimo de verbas", ressaltou Renata Nóbrega.

 

 

 

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