Escolas públicas pessoenses se classificam para etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica

Escolas públicas pessoenses se classificam para etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica
As Escolas Municipais de Ensino Fundamental Frei Afonso e Moema Tinoco foram classificadas para participar da etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que acontecerá em novembro na cidade do Recife (PE). A final da etapa regional foi realizada neste sábado (27), na Estação das Artes, no Altiplano.

A equipe Spare Parts, da Escola Municipal Frei Afonso, conquistou o 4º lugar e a equipe Thunder Thundercate Hooo, da Escola Municipal Moema Tinoco, ficou em 5º lugar no nível 1. A Escola Frei Afonso e a equipe Spare Parts também receberam prêmio extra de melhor equipe de escola pública. “O resultado é um grande estímulo para todos nós”, comemorou a equipe.

As primeiras colocações no nível 1, nessa etapa regional, ficaram com o Colégio Pio XI Bessa, com os protótipos Germany, BSod e Apolo. “Um dos critérios para distribuição das vagas para competição nacional este ano é de que apenas uma equipe, no mesmo nível em cada Estado e de cada unidade escolar, se classifique para final nacional. Dessa forma, foram abertas vagas para duas outras escolas, onde se classificaram as municipais Frei Afonso e Moema Tinoco”, explicou o coordenador da OBR na Paraíba, Fagner Ribeiro.

No nível 2, ensino médio, os três primeiros colocados foram o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) de Cajazeiras (1º lugar), com o protótipo de robô Constructor; a equipe do Serviço Social da Indústria (SESI) de Sousa (2º lugar), com o robô Robossauros e o Colégio e Curso Evolução (3º lugar), com o protótipo ChipSet02.

Honra ao mérito - Além das medalhas das primeiras colocações, também foram entregues os prêmios da modalidade prática da OBR 2016, que são: Prêmio Extra (para melhor estreante), Prêmio Extra Escola Pública, Prêmio Extra Escola Privada, Prêmio Extra Robustez, Prêmio Extra Inovação, Prêmio Extra Elegância, Prêmio Extra Dedicação e Prêmio Extra Programação. Todas as medalhas são de honra ao mérito.

Na lista dos contemplados, as medalhas extras do nível 1 estão: Escola Municipal Frei Afonso, como melhor equipe da escola pública; e a Escola Internacional Cidade Viva, como melhor equipe da escola privada com a equipe Masterbraim. O prêmio para escola estreante foi para Cheetor, Prêmio Robustez ficou com o protótipo de robô Ultra Robô CNF, Prêmio dedicação ficou com a JGQ, prêmio elegância com a equipe Missão Moema e o prêmio inovação com o robô Robot do Pio XI Bessa.

No nível 2, as premiações extras ficaram com: IFPB de Cajazeiras como melhor equipe de escola pública; Robricx (Pio XI Bessa) na escola privada; no extra escola estreante o prêmio foi para o protótipo de robô Constructor e a equipe Criadores Gigantes 2 recebeu o prêmio robustez. A equipe Gigantes de aço recebeu o prêmio Dedicação e a Escola Odilon Nelson Dantas de Cuitegi recebeu o prêmio na categoria elegância. Por fim, o prêmio inovação foi para a equipe do robô Voyager X.

Os participantes poderão conferir na próxima semana, no site da OBR (http://www.obr.org.br/?page_id=884), a tabela com as classificações finais.

Equipe feminina - A equipe formada apenas por meninas do Colégio Pio XI Bessa conquistou os primeiros lugares do nível 1 da OBR regional. “Estamos participando da competição pela oitava vez e este ano classificamos para final seis equipes do nível 1 e uma equipe do nível 2”, comemora o coordenador da área de tecnologia do colégio, José Tavares.

A estudante Milena Meirelles, 16 anos, disse que desde que entrou na escola se interessou pela robótica. Ele já participou de outras edições da OBR. “A cada ano a concorrência aumenta e as equipes estão mais preparadas”, comentou a jovem, que irá fazer vestibular para Engenharia Elétrica, influenciada por essa participação na Robótica.

João Batista Meireles, pai de Milena, acompanha sempre a filha nas competições. “Tenho percebido que a Robótica deu a minha filha mais tranquilidade, equilíbrio e foco nos estudos, ajudando ela a criar novas possibilidades, novas saídas e estratégias até para resolução dos problemas pessoais”, comentou.

No ano de 2014, o Colégio Pio XI Bessa obteve o 4º lugar na OBR Nacional, em São Paulo. No ano seguinte, 2015, o colégio ficou também em 4º lugar, no nível 1 (fundamental).

Público - Mais de duas mil pessoas passaram nestes quatro dias da X Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), etapa regional, que foi realizada na Estação das Artes. “Foram aproximadamente 330 equipes e mais de 1.280 competidores, fora os pais, professores, alunos, amigos e público em geral que circularam pela Estação nesses dias de evento”, comentou Fagner Ribeiro.

A coordenadora geral da OBR Nacional, Esther Colombini, veio de Campinas (SP) para conferir de perto o evento em João Pessoa. Ela ficou encantada com o que precisou, não só em termos de organização do evento, mas da participação das escolas e dos alunos. “O que percebo é que em lugares onde existem o incentivo da Robótica e novas tecnologias, o desenvolvimento e envolvimento das pessoas é muito maior”, comentou ela, que é professora de Computação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

História da OBR – A Olimpíada Brasileira de Robótica, na modalidade prática, surgiu em João Pessoa no ano de 2011, tendo como sede oficial a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. Na época, os organizadores da OBR Nacional estavam de férias na cidade e souberam que existia um laboratório de Robótica na Estação Cabo Branco. Eles, então, ficaram encantados com o projeto educativo e lançaram a proposta do local se tornar a sede do evento na Paraíba.

No primeiro ano do evento se inscreveram cerca de 50 equipes. No segundo ano, 2012, participaram 72 equipes. Em 2013, o número de equipes competidoras foi de 80, em 2014 de 179 e em 2015 esse número pulou para 328 equipes participantes. Agora, em 2016, esse número subiu para 346 equipes.

Secom-JP 

 


Adriana Crisanto