Entidades irão ao Ministério Público contra sucateamento da Saúde em Campina Grande

Entidades irão ao Ministério Público contra sucateamento da Saúde em Campina Grande

A Prefeitura Municipal de Campina Grande já acumula um rombo de R$ 392 mil referente aos repasses que deixaram de ser feitos para o Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Agreste e da Borborema da Paraíba (Sintab), de fevereiro de 2014 a fevereiro deste ano. Além dessa ilegalidade, tanto o sindicato como o Conselho Municipal de Saúde de Campina Grande denunciam o sucateamento da rede municipal de saúde. O presidente do Conselho, Joseilton Brito de Freitas, adiantou que está sendo elaborado um relatório que será encaminhado ao Ministério Público da Paraíba até o dia 20 de junho. Já o Sintab deve entrar com representação contra a Secretaria de Saúde até a próxima semana, segundo informou o vereador Napoleão Maracajá.

Atraso na marcação de consultas e entrega de exames, déficit de aproximadamente 10 médicos nas unidades de saúde, falta de dentistas, falta de medicamentos para pacientes diabéticos e hipertensos, falta de especialistas como neurologistas, pneumologistas e urologistas, engavetamento do Plano de Cargos dos servidores. Essas são algumas das reclamações que constarão nos documento que serão entregues ao Ministério Público.

Na área do distrito V, que integra os bairros do Alto Branco, Castelo Branco, Centro, Jardim Tavares, José Pinheiro, Mirante, Monte Castelo, Nações, Nova Brasília, Santo Antônio, Jardim América e Glória, por exemplo, uma das maiores reclamações é a falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde da Família que funcionam no Complexo Esportivo Plínio Lemos e na unidade Tota Agra, na antiga Cachoeira.

"O posto de saúde do Plínio Lemos está um caos. Falta médico e há uma grande demora para a marcação de exames, no local não tem nem telefone", reclamou a dona de casa Josefa Mendes durante a pré-conferência distrital realizada no último dia 3, na sede da Sociedade de Amigos do Bairro (SAB) do José Pinheiro, em Campina Grande.

Durante a pré-conferência, os servidores reivindicaram a execução do Plano de Cargos e Carreiras para os profissionais da saúde e a realização de concurso público. Já a população pediu o aumento no número de consultas especializadas, retorno da farmácia do posto do Plínio Lemos, segurança nas unidades básicas de saúde da família, entre outras reivindicações.

Na ocasião, a secretária de Saúde do município, Luzia Pinto, admitiu que faltam médicos em oito equipes do Programa de Saúde da Família. Segundo ela, este é um problema antigo, e a prefeitura estaria enfrentando dificuldades para conseguir profissionais, pois não haveria profissionais dispostos a preencher as vagas.

Conferência

A última pré-conferência distrital de saúde irá ocorrer a partir das 13h30 da próxima segunda-feira (08), na sede da SAB de Bodocongó e contará com a participação de moradores do Centenário, Bela Vista, Pedregal, Bodocongó, Prata, Serrotão, Universitário, Mutirão, São Januário.


Licença

Para se dedicar a um antigo sonho dos campinenses, que é a implantação de um shopping voltado ao mercado do calçado, o prefeito Romero Rodrigues anunciou que estará de licença pelos próximos 14 dias.

A ideia, conforme o prefeito, é instalar no Complexo Aluízio Campos um modelo semelhante  ao polo de confecção de Santa Cruz do Capibaribe.

"Visitando o Gira Calçados, conversamos com o sindicato calçadista e encontramos também um ambiente propício junto a classe empresarial de Campina Grande, que se dispõe a construir. Então vou passar esses dias visitando Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Caruaru, vou ao Complexo de Suape e ao Polo de Pecém (Ceará)", detalhou Romero.

O prefeito afirmou ainda que a pauta merece dedicação por ser o setor calçadista o de maior empregabilidade  na cidade.

De acordo com um estudo realizado por um grupo de empresários campinenses, o qual Romero teve acesso, um grande fluxo de pessoas que visitam Santa Cruz do Capibaribe, Toritama ou Caruaru, passam por Campina Grande.

"Então se você tem um setor produzindo aqui, que é o caso do calçadista, e essa produção é vendida para cidades como Santa Cruz, Toritama e Caruaru, nada melhor do que termos aqui em Campina um espaço para venda no atacado. Shopping esse que possibilite a todos os pequenos empresários do setor calçadista poder ter a sua mercadoria exposta e também servir de espaço de comercialização", pontuou o prefeito.

 

 

 

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