Entidades emitem nota de solidariedade aos professores em greve

Entidades emitem nota de solidariedade aos professores em greve

O líder da bancada de oposição na Câmara Municipal, vereador Raoni Mendes, a Aduf-PB e o PSTU divulgaram nota em solidariedade aos professores da rede municipal de ensino e contra a decisão da Prefeitura Municipal de João Pessoa que avisou sobre o corte de ponto dos professores em greve, além de instaurar procedimento administrativo para os efetivos em estágio probatório e a substituição dos prestadores de serviço em greve.

Para Raoni Mendes, a notícia foi recebida com indignação. "No meu entender, é um acinte que a gestão petista de Luciano Cartaxo esteja se dispondo a cortar o ponto dos funcionários efetivos, instaurar processo administrativo interno contra os professores recém empossados e exonerar os prestadores de serviço, ao invés de ouvi-los. Configura-se, em toda a história de João Pessoa, uma das mais violentas ações contra os trabalhadores da Educação. Repudio, em todos os níveis as ameaças.

MOÇÃO DE REPUDIO do PSTU

O prefeito da cidade de João Pessoa/Pb Luciano Cartaxo/PT divulgou no site da prefeitura municipal de João Pessoa, neste 1º de Abril uma nota ameaçadora aos profissionais da educação do município que estão em greve desde o dia 16 de março.

Na nota o petista afirma que irá cortar o ponto dos servidores efetivos, abrir inquérito administrativo contra os 1.300 recém-concursados que estão em estágio probatório e demitir os prestadores de serviço que estiverem em greve.

Com isso Luciano Cartaxo/PT demonstra que é um governante igual a todos os demais que já passaram pela prefeitura e perseguiram e massacraram os trabalhadores. Luciano revela-se um ditador igual àqueles que ele afirma ser diferente. Na verdade o prefeito do PT aplica a cartilha do governo federal que quando se depara com manifestações ou movimento de luta usa a justiça e a força contra os trabalhadores e trabalhadoras, como foi na copa, por exemplo.

Com esta nota o prefeito Luciano Cartaxo/PT mostra definitivamente de que lado está, e não é o lado dos trabalhadores e trabalhadoras. Nós do PSTU nos solidarizamos com os trabalhadores e trabalhadoras do município e repudiamos este ato do petista Luciano Cartaxo que demonstra seu caráter anti-trabalhador.

Acreditamos que os trabalhadores e trabalhadoras do município estão no seu direito de lutar por melhorias e a prefeitura tem a obrigação de conceder a pauta de reivindicação da categoria ao invés de ameaçar.

Só a luta muda a vida.

Nota da Aduf-PB

A Diretoria Executiva do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba – ADUFPB vem por desta manifestar seu apoio ao movimento grevista dos trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa - PB.

A ADUFPB se solidariza com os trabalhadores em Educação de João Pessoa, que apresentam uma pauta de reivindicações mais do que justa, pois lutam por melhores condições de trabalho; pelo reajuste salarial de 16%, retroativo a janeiro de 2015; pela reformulação e unificação do PCCR para os professores e demais trabalhadores e pela participação efetiva na construção do Plano Municipal de Educação (PME).

Nesta última quarta-feira, 01 de abril de 2015, ficamos extremamente preocupados com as declarações do governo municipal, que de forma autoritária ameaça os trabalhadores em greve, com cortes de ponto, instauração de processos administrativos e demissões. O governo municipal teve inclusive o disparate de afirmar que irá substituir os demitidos por prestadores de serviço. Atitudes como estas revelam de fato qual o compromisso que a prefeitura tem com a qualidade da educação pública da população de João Pessoa, além de explicitar um profundo desrespeito e desprezo pelas lutas dos trabalhadores em geral.

Assim, manifestamo-nos para que a Prefeitura Municipal de João Pessoa cumpra o que diz a lei do Piso Salarial Nacional - lei 11.738/2008, que determina que tal reajuste deva ser feito todo ano, no mês de janeiro. Assim como pedimos para que o Prefeito de João Pessoa reveja suas declarações, atitudes intimidadoras e coercitivas, que relembram os tempos sombrios da Ditadura Civil-Militar brasileira.

João Pessoa, 02 de abril de 2015.