Empresário é acusado de fazer parte de quadrilha que fraudava venda de carros em JP; prejuízo passa dos R$ 800 mil

Empresário é acusado de fazer parte de quadrilha que fraudava venda de carros em JP; prejuízo passa dos R$ 800 mil

A Polícia Civil apresentou na manhã desta quinta-feira (11) um empresário, acusado de estelionato e associação criminosa. O acusado é sócio de uma concessionária de veículos e responde por onze inquéritos relacionados à negociação irregular de carros.

De acordo com a polícia, o prejuízo causado pelo empresário pode chegar a R$ 800 mil.  

O suspeito estava em sua residência, no bairro do Bessa, em João Pessoa quando foi preso. Na casa foram encontrados documentos de carros, notas promissórias e cheques que somam uma quantia de R$ 300 mil. Ele foi levado para a Central de Polícia, no bairro Varadouro e deve ser transferido para a Penitenciária Flósculo da Nóbrega, o Roger, ainda nesta quinta.

A polícia afirmou ainda que dois sócios do empresário também são investigados pela Polícia Civil. A casa de um dos suspeitos também foi revistada nesta quarta-feira (10). Os policiais também encontraram documentos de veículos e mais de R$ 500 mil em cheques. 

Há um mandado de prisão preventiva contra esse suspeito, mas ele não estava em casa no momento da busca e permanece foragido. Além disso, o sócio é acusado de aplicar golpes em negociações de imóveis e na venda de uma academia, cujo prejuízo foi de R$ 1 milhão. Ainda existe um terceiro envolvido no esquema, mas este fugiu de João Pessoa, há dois meses e a polícia ainda não sabe o paradeiro dele. 

Modus operandi:

O trio vendia carros que clientes deixavam na concessionária deles, mas dizia que não tinham conseguido vender. Só que o recibo de transferência do veículo para o comprador era feito de forma fraudulenta.

Quando os verdadeiros proprietários começavam a cobrar os envolvidos no esquema, eles fechavam a concessionária e abriam em outro local. A empresa funcionava inicialmente na BR-230, depois foi para o Bairro dos Estados, e atualmente estava sem sede física, mas as negociações fraudulentas continuavam acontecendo.

Ainda segundo o delegado, 15 pessoas foram vítimas da organização criminosa. 

 

 


Redação