Empresa citada na Operação Lava-jato da PF doou R$ 1 mi para campanha de Maranhão

Empresa citada na Operação Lava-jato da PF doou R$ 1 mi para campanha de Maranhão

A empresa Coesa Engenharia, citada como uma das empreiteiras que negociaram com empresas de Fachada da Operação Lava-jato da Polícia Federal, doou no dia 17 de julho R$ 1 milhão para a campanha do candidato ao senado pelo PMDB/PB, José Maranhão, através do Diretório Nacional da legenda.

Segundo matéria publicada hoje no jornal "O Globo" grandes empreiteiras brasileiras contrataram os serviços de uma construtora de fachada controlada pelo esquema do doleiro Alberto Youssef para supostamente fiscalizar, fazer medições e outras ações em contratos com a Petrobras. Documentos apreendidos pela Polícia Federal no escritório da contadora Meire Poza mostram que a Empreiteira Rigidez, de Youssef, foi contratada mesmo sem ter know how para o serviço. Dados do Ministério do Trabalho atestam que a empresa nem sequer possui funcionários.

Deflagrada em março, a Operação Lava-Jato já tinha identificado o trânsito de recursos das empreiteiras e outros fornecedores da Petrobras por contas da MO Consultoria e da GFD Investimentos, também de Youssef. Somente em 30 de julho deste ano, porém, a PF recolheu no escritório da contadora provas de que mais empresas atuavam sob controle do doleiro, como a Rigidez. Consórcios liderados por Queiroz Galvão e Engevix; Coesa, subsidiária da OAS; e Sanko Sider, subcontratada pela Camargo Corrêa para obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, fizeram negócios com a construtora de fachada.

A Coesa, do grupo OAS Empreendimentos, também repassou recursos para a Rigidez. Pagou R$ 650 mil para receber da construtora que não tem funcionários "consultoria técnica para obras do setor civil", e projetos para viabilizar a implantação de projetos no interior paulista. O Consórcio Viário São Bernardo, composto por Coesa e Concremat, pagou R$ 1 milhão para a mesma Rigidez por serviço de consultoria.

Vele lembrar que a doação da empresa em si, não caracteriza irregularidade eleitoral.

 

 

O Globo