Em quatro anos, PB extinguiu 267 leitos psiquiátricos, diz presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental

Em quatro anos, PB extinguiu 267 leitos psiquiátricos, diz presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental

Do início dos anos 2000 para cá, dos 100 mil leitos psiquiátricos existentes no País, 70 mil foram fechados. Para o presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Paulo Amarante, a completa extinção dos manicômios e o fortalecimentos dos Centros de Atenção Psicossocial devem ser uma bandeira de luta a ser travada pela sociedade, de forma a garantir um tratamento humanizado dos portadores de doenças mentais. Esse tema vai ser defendido pela Abrasme durante o 2º Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental, que será aberto nesta quinta-feira (4), às 18h, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural e terá prosseguimento nos dias 5 e 6 de junho nos auditórios do Centro de Ciências Letras e Artes, Centro de Ciências da Saúde e Centro de Ciências Jurídicas da UFPB.

 

Situação na Paraíba

Na Paraíba, em 2011, existiam 736 leitos psiquiátricos distribuídos em cinco manicômios existentes em João Pessoa, Cajazeiras e Campina Grande. Desses, foram fechados 267 leitos. De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Estado, Shirlene Queiroz, a expectativa é que mais 100 leitos seja fechados até o final do ano.

 

Medicalização

Crianças e idosos são as principais vítimas da “medicalização” no Brasil, processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos, alegando que que tudo que é sofrimento ou mal estar na sociedade é doença. A denúncia é do presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), psiquiatra Paulo Amarante, que acusa a indústria farmacêutica e significativa parcela de profissionais de saúde mental (médicos, psicólogos e até profissionais de educação), que têm abusado na prescrição de calmantes e estimulantes psíquicos.

 

Prescrição da Ritalina

Dados estatísticos apontam que o Brasil é o País com o número mais elevado de crianças em uso da Ritalina, estimulante do grupo dos anfetamínicos, indicado para o tratamento do deficit de atenção com hiperatividade em crianças e depressão no idoso. Por sua vez, os idosos gastam hoje um expressivo valor das suas pensões e de suas aposentadorias com a compra de remédios.

 

Fim do abuso

Diante da situação, a Abrasme vem travando uma luta contra a “medicalização” e trará o tema para a discussão no 2º Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental, que será realizado no Campus I, da Universidade Federal da Paraíba, a partir desta quinta-feira (4). O evento será aberto, às 18h, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural e terá prosseguimento nos dias 5 e 6 de junho nos auditórios do Centro de Ciências Letras e Artes, Centro de Ciências da Saúde e Centro de Ciências Jurídicas da UFPB.

 

 

 

Assessoria