Em nota, Tárcio rebate Dom Aldo sobre beijo gay no guia eleitoral e diz que defende a família

Em nota, Tárcio rebate Dom Aldo sobre beijo gay no guia eleitoral e diz que defende a família

O candidato do PSOL a governador do Estado, Tárcio Teixeira, criticou as declarações do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto a respeito do beijo entre duas mulheres no guia eleitoral e afirmou que a candidata em questão foi vítima de homofobia.

Confira a nota de Teixeira na íntegra:

O Presidente do meu Partido já se posicionou sobre o assunto, mas eu não poderia deixar de tratar da forma desrespeitosa como Dom Aldo Pagotto tratou o Programa Eleitoral da nossa Candidata a Deputada Estadual pelo PSOL, a companheira Fátima Santos, mais uma vez vítima da homofobia.

 
Enquanto os Filhos das Oligarquias - sejam as crias dos Cunha Lima, dos Wilson ou dos Efrain – em seus Programas Eleitorais pregam o ódio aos adolescentes envolvidos em atos infracionais, Dom Aldo gasta seu tempo em atacar os que defendem o amor e as famílias.
 
No sentido contrário do Papa Francisco que afirmou que não se deve marginalizar as pessoas por sua orientação sexual, avançando ao dizer que essas pessoas devem ter seus direitos garantidos, o Arcebispo da Paraíba volta suas energias para dizer que a comunidade LGBT quer aparecer e não defender seus direitos. Por qual motivo o Arcebispo da Paraíba não volta suas energias para atacar os programas de meio dia repletos de ódio, violência e sangue? Por qual motivo Dom Aldo não canaliza suas forças para os filhos das oligarquias e se junta as Pastorais Sociais na jornada em defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes contra a redução da maioridade penal?
 
O que fez Dom Aldo, simplesmente possibilitou espaço para um dos Senadores de Cássio (Walter Brito), esse sim, querer aparecer; um candidato que faz uma campanha com um transferidor, propondo girar 360º e parar a Paraíba no mesmo lugar, não tem autoridade política para querer aparecer em um debate sério como esse.
 
É inadmissível pregar o ódio em detrimento do amor e se colocar contras as famílias. Perdi meu pai aos 03 anos de idade, sei o que sofreu minha mãe por ser mulher, viúva aos 19 anos, e ter que cuidar dos filhos com a coragem da mulher guerreira que ela é. O que não dizer do preconceito da expressão “filho de mãe solteira”, como se a família tivesse obrigatoriamente que ter um homem dizendo o que deve ou não fazer; minha amada mãe também sofreu com essa esquizofrenia social ao nascer meu terceiro irmão. A família homoafetiva também sofre com essa tentativa de impor um modelo único de família.
 
Minha maravilhosa mãe, vencedora dessa jornada chamada vida, enfrentou (e como toda mulher, segue enfrentando) o patriarcado impregnado em nossa sociedade. A companheira Fátima Santos sofre uma carga de preconceito ainda maior por, além de Mulher, ser Negra e Lésbica.
 
Toda solidariedade para Fátima Santos e sua companheira de amor cotidiano.
 

Assessoria