Em João Pessoa, Pedro Simon defende a renúncia de Dilma

Em João Pessoa, Pedro Simon defende a renúncia de Dilma

O ex-senador Pedro Simon, homenageado com o título de Cidadão Pessoense nesta terça-feira (3), concedeu entrevista na rádio 98 FM para fazer uma avaliação do cenário político do Brasil. Ele destacou que o "Brasil é um sistema anárquico, não tem ideal e ninguém luta por alguma coisa" e defendeu que a presidente Dilma Rousseff (PT) deveria renunciar para que o país possa voltar a crescer. "Se a Dilma, aproveitando tudo isso, renunciasse, ela teria um papel importante. Se ela fizesse um grande entendimento com um plano necessário, o Brasil continuava. Os dias dela no governo vão ser de dor porque ela perdeu a credibilidade". 

O ex-senador ainda defendeu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e avaliou que sua saída do governo seria o fim da gestão de Dilma, além disso reconheceu que a Polícia Federal, no governo da presidente, está "investigando e buscando a verdade". 
 
Mesmo defendendo a saída da petista, o ex-senador destacou que não existe um novo nome no cenário político e que esse é um problema mundial. "Estamos vivendo uma fase de entressafra e é no mundo inteiro. Veja nos Estados Unidos que tem na disputa um bilionário que só diz asneira, a Alemanha, a França... Líder mundial só tem um que é o papa Francisco e que já está com um pedal da igreja descontente com ele, com suas posições firmes e fantásticas".
 
Ele citou, entretanto, que os juizes Joaquim Barbosa e Sério Moro poderiam ser uma grata surpresa na política brasileira. "São dois nomes espetaculares. O Joaquim, no início com sua posição humilde, com sua firmeza e caráter, deu um simbólo que todo tribunal acompanhou. Esse Moro é de uma inteligência e de uma capacidade. Ele está fazendo uma coisa incrível".
 
Simon também comentou sobre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e avaliou a importância das duas gestões, mas enalteceu a gestão de Itamar Franco. "O governo de Itamar foi o mais sério do país. Ele era um homem sério. Fernando Henrique fez um bom governo, mas cometeu o crime de comprar a reeleição. Deputados receberam R$ 100 mil a R$ 150 mil para votar à favor da reeleição. Os governadores também queriam. O Lula gostou e também foi para a reeeição, e deu nisso que estamos vivendo".
 
 
 
Thais Cirino