Em greve de fome há cinco dias, estudante da UFPB desmaia

Em greve de fome há cinco dias, estudante da UFPB desmaia

Um dos estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que estão em greve de fome, desde o início da semana passada, em protesto contra a política de assistência estudantil (Restaurante e Residência Universitária), desmaiou na madrugada deste domingo (28). Eles estão há cerca de cinco dias sem comer. O nome do aluno que passou mal é Marcos.

O desmaio foi informado pelo próprio movimento Greve de Fome UFPB com postagem no Facebook: “No dia de hoje (28/02) um dos companheiros acorrentados sentiu na pele a reação, não só da greve de fome como do descaso da Reitora Margareth Diniz e de sua equipe. O companheiro Marcos, as 01h00 da manhã, desmaiou devido a uma queda de pressão causada pelo baixo nível de glicose por estar há mais de 120 horas em mobilização, juntamente com as companheiras e os companheiros. Estamos em luta pelo direito de todas as pessoas que frequentam a Universidade, para que permaneçam nesse espaço com dignidade”.

Ontem, o professor do Departamento de Comunicação da UFPB, Carmélio Reinaldo, postou comentário no Facebook manifestando sua preocupação com a saúde dos estudantes da Instituição, que estão em greve de fome.

“Ontem à tarde fui prestar minha solidariedade aos estudantes em greve de fome na UFPB. Sai de lá muito preocupado com esses rapazes que estão arriscando a saúde e a vida por uma universidade mais humanizada. Ouvi de um deles que já não sentia mais fome, superara a vontade de comer. Acho que isso é prenúncio de que o corpo se entregou, desistiu de reagir, a máquina começa a desligar-se. A universidade, que tem na sua administração uma reitora cujo suporte maior vem da área de saúde, não pode continuar respondendo com notas burocráticas e discursos de planilha”, postou o professor.

Na última quinta-feira, a a reitoria da UFPB Universidade Federal da Paraíba publicou nota sobre o saldo das negociações com grevistas. De acordo com a nota, “após a reunião, a administração da UFPB convidou os manifestantes para apresentação do resultado dos trabalhos de análise minuciosa dos 23 itens reivindicados, mas não logrou êxito. Os manifestantes recusaram o convite e os dirigentes da instituição colocaram o gabinete da reitoria à disposição para dar continuidade ao diálogo”.

Na quarta-feira (24), houve protesto dos alunos do campus de João Pessoa. Eles ficaram sem refeição devido a um protesto realizado por colegas da instituição no campus de Rio Tinto, onde atualmente a comida do RU da Capital tem sido produzida. Alunos de Rio Tinto fecharam os portões e impediram a saída do caminhão responsável pelo transporte.

Cerca de três mil refeições foram jogadas no lixo. O desperdício foi registrado em vídeo.

 

 

 

 

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