Em Conceição, vereadora aliada vota contra criação de secretaria e derrota prefeito

Em Conceição, vereadora aliada vota contra criação de secretaria e derrota prefeito

A sessão desta segunda foi uma das mais polêmicas do ano. A além dos discursos inflamados da oposição contra o prefeito Nilson Lacerda (PSDB), o gestor municipal também foi duramente derrotado: um projeto do executivo criando a Secretaria Municipal de Infraestrutura foi rejeitado por seis votos a quatro. Uma dos votos contrários à criação da pasta foi da vereadora Dior Sabino, que é partidária de Nilson, mas votou com a oposição por entender que não é conveniente o aumento de gastos da Prefeitura neste momento que o município passa por dificuldades em função da seca. 

Logo no início, o vereador líder da oposição, Luis Paulino disse que a oposição não iria votar em nenhum projeto, sem conhecer o seu conteúdo. Luis se referia ao projeto da criação de uma nova secretaria e, principalmente, ao projeto de fundo de auxílio. Os mesmos projetos foram votados, na última sessão, mesmo com os vereadores, em um número de 5 apenas, sem que a sessão tivesse o maioria absoluta dos vereadores presentes, como manda o Regimento, tendo aprovado. O presidente da casa revogou a própria decisão e tentava colocar os projetos, novamente em pauta.

Depois de muito bate boca, o projeto, que criaria uma nova secretaria foi votado e o prefeito amargou a primeira derrota, dentro da casa legislativa, com a vereadora Dior Sabino sendo determinante, ao votar contra o esquema político a que pertence. Com o voto da vereadora, a oposição derrubou e enterrou os planos dos vereadores da situação e, sobretudo, o prefeito.. Dior disse que não poderia votar a favor da criação de uma nova secretaria, uma vez que isso aumentaria as despesas do município.

O primeiro a usar a Tribuna da casa foi o vereador Vicente Ramos, que explicou que não votaria a favor da criação de uma nova secretaria, alegando aumento nos gastos do município e que para votar no projeto de Fundo de Auxílio, seria necessário haver muidanças. Vicente questionou quais seriam as famílias beneficiadas e quem seriam os órgãos responsáveis pela fiscalização. "Eles querem que a gente assine um "cheque em branco" para o prefeito e isso não vamos fazer", disse o vereador. Por outro lado, Vicente Ramos disse que o município vive uma crise sem limites e não poderia sacrificar a população, com pagamento de mais impostos e disse que não votaria a favor de projetos que tirem dinheiro do povo. O vereador citou como absurdo o pobre ter que pagar 400 reais de IPTU; Segundo ele, o projeto tributário inviabiliza a economia do município.

Em seguida, o vereador parabenizou aos 5 membros eleitos, no último sábado, para o Conselho Tutelar.

No uso da Tribuna, o vereador Luis Paulino disse que o presidente da casa estava querendo pisotear os vereadores de oposição. Para o vereador, além de ser presidente, o irmão do prefeito se auto intitula líder do governo. Luis justificou a sua ausência e disse que não votaria em nenhum projeto, sem que o seu conteúdo fosse explicado.

Já o vereador Roberto de Chicó cobrou para que 9 computadores, adquiridos na última legislatura, fossem apresentados. Ele também cobrou a construções das 12 casas já aprovadas pela Câmara. Segundo ele, nenhuma casa teve início ainda e o ano acabou.

A vereadora Marizete alfinetou e cobrou o pagamento das diárias dos motoristas, que segundo ela, não receberam nenhuma, durante a gestão atual.

Em seguida, o vereadora Dior Sabino usou a tribuna e justificou a sua ausência na última sessão. Segundo ela, uma infecção intestinal não a permitiu de comparecer. A vereadora mostrou receitas médicas que comprovavam que ela esteve no hospital e foi medicada com 3 injeções. Dior afirmou que não “orquestrou” com nenhum vereador de oposição, para que ninguém comparecesse na última sessão.

A vereadora fez um Requerimento, solicitando que fosse dado o nome da saudosa Licor Lira ao centro do idoso, que será criado. Para Dior a homenagem é mais do que merecida, uma vez que Licor tinha um sonho de transformar o seu prédio comercial em um centro de assistência aos idosos da cidade de Conceição.

Novamente a vereadora disse que estão engessando seu mandato e não enviam nenhum ofício seu, de forma que o povo sai prejudicado. Ela citou um exemplo de uma cobrança absurdo de uma conta de água, em que ela cobrava resposta da empresa Cagepa. “O que estão fazendo comigo atinge diretamente o povo”, lamentou a vereadora.

Já o vereador Flávio Mangueira, no uso da Tribuna, fez duras críticas à gestão. De forma compassada, o vereador disse que era lamentável a situação do prefeito, que tanto sonhou por uma vida inteira em exercer a função, mas segundo o vereador, o prefeito se encontra sozinho, mal assessorado. Flávio disse que o maior problema do prefeito seria seu irmão, que destrói a administração, com comportamento de “Sadan Hussein”, querendo passar por cima de todo mundo.

Em seguida o vereador elencou uma séria de críticas. Ele citou que a atual gestão gastou durante o ano de 2013, 453 mil reais, somente com locação de veículos, enquanto o município não dispõe de nenhuma ambulância. Flávio fez a computação e disse que o dinheiro gasto com locação de veículos daria para comprar 20 automóveis Fiat Uno, zero quilômetro. Ele também cobrou explicação para o acidente envolvendo o automóvel Amarok, que é locado para o gabinete do prefeito e se envolveu em um acidente altas horas na capital do estado. “Eu quero saber o que o carro tava fazendo naquele horário e quem estava dirigindo. A serviço de que?”, indagou.

O vereador citou ainda que a família inteira do prefeito teria firmas de construção civil, para ganharem todas as licitações no município.

No final, o vereador Flávio Mangueira lamentou a situação da quebradeira do comércio e disse que o prefeito não injetou nenhum dinheiro na economia da cidade, para o mês natalino.
 

Fonte: Redação do portal Vale do Piancó Notícias