Eletrônicos podem ficar até 10% mais caros em dezembro

Eletrônicos podem ficar até 10% mais caros em dezembro

Celulares, computadores e todos os eletrônicos vão ficar mais caros. O aumento pode chegar a 10% e logo em dezembro. Quem estava pensando em trocar de celular ou pedir um tablet para o Papai Noel talvez tenha que repensar o presente. Em dezembro, os preços dos eletrônicos devem subir porque o governo decidiu voltar a cobrar PIS e Cofins sobre a venda de produtos de informática. Quem vende computadores, smartphones, notebooks, modens e roteadores vai ter que pagar entre 3,65% e 9,25%. Só com essa medida, o governo espera arrecadar R$ 6,7 bilhões no ano que vem.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica diz que os lojistas devem repassar o aumento para os preços finais e que, em alguns casos, os produtos vão ficar até 10% mais caros.


“Já não é barato e a gente acaba tendo que pagar essa conta, essa é a verdade, eles acabam onerando ainda mais para o trabalhador”, queixa-se o autônomo José Sérgio Batista.

O coordenador de compras Edílson Cardoso comprou dois notebooks para empresa onde trabalha. E acha que se os preços subirem, muita gente pode optar por modelos piratas:
“Infelizmente, pode ser que pessoas migrem para a pirataria em virtude dos aumentos para procurar preços mais acessíveis”, diz ele.

Um tablet como o mostrado na reportagem do Bom Dia Brasil custa R$ 1,6 mil. Sabe quanto a gente paga em impostos e contribuições, hoje, sem PIS e Confins? R$ 640. Quase 40% do preço final. E pensar que ainda vai subir, assusta.

A carga tributária de celulares (33%) e computadores de mesa (entre 24% e 33,6%) também é alta. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributação.
“Se você for comparar as alíquotas, por exemplo, se você pegar os Estados Unidos, tem 6%, 7%, 8%, e chega aqui no país encontra carga tributária de 30%, 40%, você fica muito chateado”, diz o servidor público Eduardo Pessoa.

A reportagem comparou os preços de dois modelos de smartphones vendidos no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, o de última geração é R$ 1 mil mais caro e o modelo mais simples custa R$ 210 a mais.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica criticou a decisão do governo de suspender o Programa de Inclusão Digital, que barateou os preços nos últimos dez anos:
"A colocação do imposto sobre o produto vai fazer com que nós tenhamos mais dificuldades e prejudiquemos ainda mais o acesso da população de baixa renda à inclusão digital, o que faz com que o Brasil fique mais atrasado em relação ao resto do mundo”, afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Com todo o aperto que atinge os consumidores, a indústria e o comércio, a Receita Federal acha que o impacto do aumento dos impostos até pode ser reduzido por causa da alta competitividade do setor. O problema é que, na cadeia da produção, até nas lojas a margem para reduzir os lucros e dar descontos está diminuindo.

 

 

 

Bom Dia