É Quaresma!

É Quaresma!
Após a folia de Momo, vemo-nos no tempo da Quaresma – a quarentena que significa a preparação para a Semana Santa com a comemoração da Paixão de Cristo, Sua morte, ressurreição e ascensão aos céus, presença do Espírito Santo em tudo o que se refere à vida, à Festa Pascal.
 
Vivamos bem o tempo da Quaresma, tempo de preparação, como já dizia o profeta. Tempo de oração, de penitência, de jejum, de renovação, de mudança de vida, de partilhar, de fraternidade universal.
 
Lembre-se: “O mundo está começando agora, na tua mão. Tudo pode acontecer!
 
Cuidado!, de tua palma, aberta sob as estrelas, o mundo está começando a se erguer: como se fosse um pássaro que se acorda, que acabou de se acordar, e vai sair para um voo – porque tem fome de céu. (Tomara que seja azul!)”.
 
Este poema, de um autor desconhecido, em vez de parecer irônico, é um grito de alerta ao nosso comodismo, ao nosso instalar-se. A vida não é estática.
 
Viver é sempre arriscar-se e não estacionar-se, esperando. “Esperando o que?” “Que o sol se ponha?” A Igreja Católica vivencia a Campanha da Fraternidade que traz como tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. E, como lema, “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.
 
Acorde para a verdade de Deus. Desperte! Qual a sua verdade? Em que você acredita? É bom refletir! O tempo da Quaresma é propício a essa prática porque nos oferece instrumentos para tal.
 
Vivamos a “filosofia do encontro” a que se refere Sua Santidade o Papa Francisco. A misericórdia. Jesus fala no evangelho “Quero a misericórdia, não o sacrifício”. Reflita! Vivemos uma casa comum: o Universo de Deus!  O que fazemos para viver melhor no Planeta Terra?
 
Vivemos uma era massificada, eletronizante, de muita concorrência entre os povos. Isso não nos impede de viver e fazer que acontece a profecia do Amós (8,24). Estamos no colapso d’água. Tantas campanhas foram feitas chamando a atenção para esse fato. Lembro de uma passeata realizada já há alguns anos em que professores e alunos da escola normal referiam-se à falta de água com cartazes, advertindo a população: “Sabendo usar não vai faltar”. E agora?
 
Nesse tempo de Quaresma, tempo de oração, de jejum, de penitencia, de arrependimento, de oração, “peçamos a Deus a graça de, através do Espírito Santo, que transforme nosso egoísmo em generosidade; que ajude-nos a fazer o bem neste mundo e cure o nosso pecado, transformando tudo em vida e alegria”, diz o padre Reginaldo Manzotti, na sua oração da Quaresma.
 
 
 
Feliz Quaresma para você, caro leitor? Feliz Páscoa!
 
 
 
 
 
 
 
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