Dólar sobe por preocupações com economia e política no Brasil

Dólar sobe por preocupações com economia e política no Brasil
O dólar opera em alta nesta sexta-feira (28), após o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolher 1,9%  no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, contração maior do que a prevista por analistas, e em meio a novos sinais de turbulências políticas no país.

Às 14h10, a moeda norte-americana avançava 0,92%, cotada a R$ 3,5855 na venda. Veja a cotação.

 

Veja como está a cotação ao longo dia:
Às 9h19, subia 0,42%, a R$ 3,5678.
Às 10h09, subia 0,47%, a R$ 3,5696.
Às 10h59, subia 0,47%, a R$ 3,5697.
Às 11h30, subia 0,18%, a R$ 3,5593.
Às 12h19, subia 0,75%, a R$ 3,5795.
Às 12h40, subia 1,13%, a R$ 3,5932.
Às 13h09, subia 1,29%, a R$ 3,5988.
Às 13h29, subia 0,97%, a R$ 3,5875.
 
A disputa pela formação da Ptax de agosto, taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para diversos contratos cambiais, adicionava volatilidade aos negócios e chegou a fazer a moeda dos Estados Unidos recuar 0,3%, a R$ 3,5420 durante a sessão.

 

Mais cedo, foi divulgado que a economia brasileira encolheu 1,9% no segundo trimestre deste ano sobre os três meses anteriores e teve contração de 2,6% contra um ano antes. Foram os piores resultados desde o primeiro trimestre de 2009 nas duas bases comparativas.

Além disso, a perspectiva da eventual volta da CPMF --proposta que vem sendo estudada pelo governo para ajudar o reequilíbrio das contas públicas-- provocou críticas intensas entre parlamentares e entre empresários. As notícias reforçaram preocupações com a estabilidade política do governo, em um momento de grave crise política no país.

"A situação está feia, não importa para qual lado você olhar. E, cada dia que passa, parece que a trajetória do governo fica mais difícil", disse o operador de uma gestora de recursos nacional.

Operadores salientavam, no entanto, que o mercado não deve fazer grandes apostas antes de ter mais informações sobre a probabilidade de o Federal Reserve elevar juros no mês que vem --perspectiva que tem perdido força com as turbulências globais recentes-- e sobre a intervenção do Banco Central.

"A estratégia correta é de cautela, mesmo com o cenário local difícil", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O Banco Central rolou de forma praticamente integral os swaps cambiais que vencem na semana que vem, interrompendo série de três meses de rolagens parciais em um momento em que turbulências locais e globais impulsionam o dólar aos maiores níveis em mais de 12 anos.

 

No leilão desta sessão, o BC vendeu 2,74 mil contratos para 1º de agosto de 2016 e 8,26 mil para 1º de setembro, ou o equivalente à venda de 531,3 milhões de dólares no mercado futuro. Com isso, rolou ao todo 9,685 bilhões de dólares, ou cerca de 97% do lote total, que corresponde a 10,027 bilhões de dólares.
 
Véspera
Na véspera, a moeda fechou em queda ante o real pelo segundo pregão consecutivo, terminando a sessão abaixo de R$ 3,60, em meio a expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, possa postergar o aumento de juros que era esperado para setembro devido às turbulências financeiras globais provocadas por preocupações com a economia chinesa.
 
Na quinta, a moeda dos Estados Unidos recuou 1,35% na venda, cotada a R$ 3,5528. Nas duas sessões anteriores, o dólar tinha fechado no patamar de R$ 3,60. Com a queda de quinta, a divisa passa a acumular alta de 1,62% na semana. No mês, a valorização é de 3,74% e, no ano, de 33,63%.

 

 

 

G1