Dólar sobe e vai a R$ 3,27 com aposta em alta de juros nos EUA

Dólar sobe e vai a R$ 3,27 com aposta em alta de juros nos EUA

O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta sexta-feira (26), após sessão de forte volatilidade, com investidores elevando suas apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode elevar os juros já na sua próxima reunião, em setembro.

A moeda norte-americana avançou 1,25%, vendida a R$ 3,2719, após chegar a R$ 3,2787 na máxima da sessão e R$ 3,1898 na mínima, segundo a Reuters.  Veja a cotação do dólar hoje.

Na semana, o dólar acumulou alta de 2,02%. No mês, a valorização é de 0,89%. No ano, entretanto, a queda é de 17,13%.

 

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 0,11%, a R$ 3,2278
Às 10h09, queda de 0,44%, a R$ 3,2173
Às 10h59, queda de 0.5%, a R$ 3,2153
Às 11h29, queda de 0,95%, a R$ 3,2209
Às 11h40, queda de 0,89%, a R$ 3,2028
Às 12h10, queda de 0,91%, a R$ 3,2023
Às 13h39, queda de 0,12%, a R$ 3,2357
Às 14h19, alta de 0,27%, a R$ 3,2405
Às 15h, alta de 0,89%, a R$ 3,2606
Às 15h40, alta de 1,25%, a R$ 3,2772
 
 
Juros nos EUA
Em discurso pela manhã, a presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, afirmou que aumentaram as razões para subir os juros, mas evitou sinalizar um aumento iminente na taxa.

 

Segundo a agência Reuters, num primeiro momento, os mercados financeiros haviam interpretado que Yellen deu sinais de que os juros não subiriam tão cedo na maior economia do mundo, levando a apostas majoritárias deste movimento em dezembro. Mas, comentários do vice-chair do Fed, Stanley Fischer, levaram os investidores a apostar que o BC dos EUA pode elevar os juros antes do final do ano.

"Parece que o Fischer veio a público corrigir a interpretação do mercado sobre a Yellen", resumiu à Reuters o operador de um banco internacional.

Fischer afirmou que as declarações dadas mais cedo por Janet Yellen, eram "consistentes" com a possibilidade de aumento de juros em setembro. Mesmo assim, ele acrescentou, é preciso esperar mais dados econômicos.

As declarações levaram o dólar a abandonar as perdas vistas pela manhã, quando investidores interpretaram que Yellen havia dado sinais de que os juros não subiriam tão cedo.

O Fed se reúne, neste ano, em setembro, novembro e dezembro. Juros mais altos nos EUA podem, em tese, atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em mercados emergentes, como o Brasil.

"A mensagem de que os juros podem subir neste ano não é nova, já vinha das últimas semanas. O que é novo é que, pelo jeito, Yellen está mais próxima daqueles que querem um aumento no fim do ano do que daqueles que querem um aumento agora", afirmou à Reuters o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Os indicadores econômicos divulgados nesta manhã pintaram um quadro misto na maior economia do mundo, com ocrescimento econômico dos EUA um pouco mais lento no segundo trimestre.

 

No Brasil, o julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseffcontinuava no centro das atenções.
 
Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.
 

 

G1