Dólar sobe e ultrapassa a marca dos R$ 3,40 pela 1ª vez em 12 anos

Dólar sobe e ultrapassa a marca dos R$ 3,40 pela 1ª vez em 12 anos

Depois de iniciar os negócios em baixa, o dólar ganhou força e chega a passar dos R$ 3,40 pela primeira vez em 12 anos nesta terça-feira (28), em meio a preocupações com a situação fiscal brasileira e à expectativa de alta dos juros norte-americanos.

Por volta das 13h40, a moeda norte-americana avançava 1,88%, a R$ 3,4275 na venda.

Pela manhã, a moeda chegou a cair 0,6% na mínima da sessão, a R$ 3,3438, apósacumular alta de 6% nas últimas quatro sessões.

"Todos os motivos que têm pressionado o dólar nos últimos dias continuam valendo. Não dá para saber onde a moeda vai parar", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Investidores têm demonstrado preocupação com a possibilidade de oBrasil perder seu grau de investimento, após cortes nas metas fiscais do governo deste e dos próximos anos surpreenderem e decepcionarem os mercados financeiros.

O cenário político conturbado também pesa neste momento, em que o governo depende muito do Congresso --em pé de guerra com o Executivo-- para aprovar as medidas de ajustes fiscais. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a afirmar que fará todos os esforços junto ao Legislativo "para garantir a previsibilidade fiscal".

Outro fator importante para os próximos passos do dólar é a reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que termina na quarta-feira. Sinalizações de que o Fed caminha para elevar os juros ainda neste ano podem servir de gatilho para a moeda norte-americana dar mais um salto, afirmaram operadores, uma vez que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados no Brasil.

"A verdade é que o dólar não tem motivo para cair. Qualquer queda vai ser um alívio temporário", disse a operadora de um banco nacional.

O atual momento do mercado de câmbio também fez investidores redobrarem a atenção sobre a intervenção do Banco Central, já que a valorização da moeda norte-americana tende a pressionar a inflação ao encarecer importados. O sinal mais imediato será o anúncio da rolagem dos swaps cambiais que vencem em setembro, equivalentes a venda futura de dólares.

 

 

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