Dólar opera em queda nesta quarta, chegando a R$ 3,23

Dólar opera em queda nesta quarta, chegando a R$ 3,23

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (29), depois de fechar no menor valor em quase 1 ano na véspera, a R$ 3,3060. Investidores acompanham o bom humor nos mercados externos, em mais um dia marcado por ausência de interferência do Banco Central no câmbio, mesmo após o tombo recente da moeda.

Às 14h19, a moeda norte-americana caía 1,56%, a R$ 3,2545. O dólar chegou a R$ 3,2328  na mínima da sessão, menor nível intradia desde 23 de julho de 2015 (R$ 3,2225), segundo a Reuters. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação ao longo do dia

 

Às 9h09, queda de 1,29%, a R$ 3,2633
Às 9h40, queda de 1,13%, a R$ 3,2685
Às 10h, queda de 1,23%, a R$ 3,2654
Às 10h19, queda de 1,48%, a R4 3,2571
Às 10h49, queda de 1,71%, a R$ 3,2495
Às 11h20, queda de 1,59%, a R$ 3,2533
Às 12h, queda de 2,09%, a R$ 3,2366
Às 12h40, queda de 1,85%, a R$ 3,2448
Às 13h, queda de 2,03%, a R$ 3,2387
Às 13h40, queda de 1,78%, a R$ 3,247

O dia é marcado por queda do dólar em relação a várias moedas de países emergentes, mas no Brasil o recuo é mais intenso por fatores internos, como explica Rafael Gonçalves, analista do departamento econômico da Gradual Investimentos.

 

"Hoje em especial o dólar cai forte contra o real, e o primeiro motivo é a sinalização do Ilan Goldfajn ontem de que o BC não está disposto a usar as ferramentas cambiais que a diretoria antiga vinha usando", disse em entrevista ao G1, referindo-se à ausência de interferência do BC no câmbio nos últimos dias.Entenda como funciona isso e veja o histórico aqui.
 
"Além disso, o mercado agora vai tentar descobrir qual o câmbio que o BC vislumbra como ideal. Então tem uma questão de teste para saber se o BC mostra alguma sinalização de que o câmbio está num patamar ajustado”, diz Gonçalves. O BC não faz leilão de swap reverso, que equivale a compra futura de dólares, desde 18 de maio.

Queda do dólar nesta 4ª

O dólar tem dia de queda em relação a moedas de vários países, com melhora no cenário externo

O mercado reage a expectativas de que a saída do Reino Unido da União Europeia pode levar mais tempo que o esperado

Diminuíram as apostas de que os juros nos Estados Unidos devem subir nos próximos meses

No Brasil, o BC segue sem interferir no câmbio, e o mercado testa patamares mais baixos da moeda

Continuam repercutindo as declarações de Ilan Goldfajn, que aumentaram apostas de que os juros no Brasil devem demorar a cair

Outro motivo apontado pelo analista é a expectativa de que os juros no Brasil devem demorar mais que o esperado para voltar a cair. Com juros mais altos, o país se torna mais atraente para investidores, o que motiva uma entrada de dólares no Brasil. Com mais dólares em circulação, o valor da moeda norte-americana tende a cair em relação ao real. “O mercado imaginava que os juros iriam cair por volta de agosto.Depois do discurso do Ilan ontem, a projeção passou para outubro ou novembro”, afirma Gonçalves.

 

Cenário externo
Além da repercussão após as declarações de Ilan Goldfajn, o professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Alexandre Cabral também aponta o cenário externo como fator que contribui para a queda do dólar nesta quarta.
 
“O Reino Unido tem até dois anos para sair da União Europeia, mas o mercado está interpretando que o país vai tentar acelerar relações bilaterais com os países antes de fazer o pedido formal de saída. Então, a saída pode demorar mais que o esperado”, pontuou em entrevista ao G1.
 
“Paralelo a isso, o Fed (BC dos Estados Unidos) tem dado a entender que a notícia sobre o Reino Unido é ruim para a economia global e vai impactar a economia norte-americana. Então, a interpretação do mercado é de que os juros nos EUA não devem mudar tão cedo”, completou. A preocupação do mercado sobre os juros nos Estados Unidos é de que um aumento da taxa atrairia investidores para aquele país, motivando uma saída de dólares de outros países, como o Brasil.

Além disso, investidores recebem bem a perspectiva de que bancos centrais de vários países podem reagir a eventuais turbulências financeiras com mais estímulos, destaca a Reuters.

 

Expectativas sobre o rumo do dólar
Segundo a agência, a queda intensa da moeda norte-americana pegou de surpresa muitos operadores e levou alguns analistas a reverem suas projeções, embora poucos acreditem que o dólar deva recuar muito além dos R$ 3,20.

A equipe de estratégia do BNP Paribas passou a estimar o dólar a R$ 3,20 no terceiro trimestre e R$ 3,25 no quarto trimestre, ganhando força para fechar o ano que vem a R$ 3,60. Até então, as projeções eram de R$ 3,75, R$ 3,80 e R$ 4, respectivamente.

O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (28), cotado a R$ 3,30 pela primeira vez em quase um ano. A moeda norte-americana caiu 2,61%, a R$ 3,3060 na venda.

A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 3,30 foi em 23 de julho de 2015.

O recuo da moeda dos Estados Unidos acompanhou a recuperação dos mercados pelo mundo, depois de dois dias de mau humor com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE). O mercado também reagiu a declarações do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e à perspectiva de que os juros não devem cair tão cedo no Brasil.

No mês de junho, o dólar acumula queda de 8,47%. No ano de 2016, a moeda tem desvalorização de 16,2%.

 

 

G1