Dólar opera em queda e fica abaixo de R$ 3,40 pela 1ª vez em quase 1 ano

Dólar opera em queda e fica abaixo de R$ 3,40 pela 1ª vez em quase 1 ano

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (8), com ambiente externo favorável e sem a intervenção do Banco Central pelo sexto dia de negócios seguido. A moeda é cotada abaixo de R$ 3,40 pela primeira vez em quase um ano.

Às 13h30, a moeda norte-americana caía 1,91%, a R$ 3,3825. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

 

Às 9h10, queda de 1,12%, a R$ 3,4101
Às 9h40, queda de 1,82%, a R$ 3,3857
Às 10h30, queda de 1,59%, a R$ 3,3993
Às 11h40, queda de 1,43%, a R$ 3,3992
Às 12h10, queda de 1,53%, a R$ 3,3957
Às 12h40, queda de 2,13%, a R$ 3,375
Às 13h20, queda de 2,09%, a R$ 3,3765

 

Além do cenário externo positivo, continuam refletindo no mercado as declarações de Ilan Goldfajn, novo presidente do Banco Central,defendendo o o câmbio flutuante (sem interferência do BC).  Isso fez o mercado entender que o futuro presidente do BC estaria confortável com o dólar abaixo de R$ 3,50 – patamar até então entendido como o "piso" permitido pelo BC.

"Muita gente no mercado via um piso nos R$ 3,50 e as declarações do Ilan contrariaram essa tese", disse à Reuters o operador da corretora Ativa Arlindo Sá. "Aí o real veio com tudo, embalado também pelo cenário externo positivo".

Sá disse que há espaço para o dólar recuar ainda mais, mas preferiu não precisar patamares. Esse movimento depende, porém, de trégua no cenário político, em meio a escândalos que vêm alimentando preocupações com a capacidade do governo de aprovar medidas de aperto econômico no Congresso Nacional. "Tem muita água para rolar ainda. O jogo só acaba quando termina", afirmou.

O dólar nesta quarta

O cenário externo é considerado favorável, com alta dos preços do petróleo, números positivos das importações na China e menores expectativas por aumento dos juros nos EUA

Continuam repercutindo declarações de Ilan Goldfajn, novo presidente do Banco Central, em defesa do câmbio flutuante - ou seja, sem a interferência do BC no dólar

O mercado segue atento ao cenário político, à espera da decisão de Teori Zavascki sobre o pedido de prisão de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Cunha

 

O mercado também atento ao cenário político, à espera da decisão de Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, sobre o pedido de prisão de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Cunha, todos do PMDB.
 
Cenário externo
O dia no mercado internacional é marcado por forte alta dos preços do petróleo, que atingiram o maior nível em 8 meses no terceiro dia seguido de ganhos.
 
Além disso, números melhores que o esperado sobre as importações da China aumentaram expectativas de melhora na economia do país. As exportações chinesas caíram mais do que o esperado em maio devido à demanda fraca, mas as importações superaram as projeções, indicando melhora da demanda interna, segundo informações da Reuters.

 

Além disso, vêm enfraquecendo as apostas em alta de juros nos Estados Unidos no curto prazo, após dados fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano e declarações da presidente do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen. Juros mais altos nos EUA atrairiam investidores para aquele país, aumentando assim uma tendência de alta sobre o real.

 

Último fechamento
O dólar fechou em queda na terça-feira (7), pela quinta sessão seguida, após o indicado para a presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn, defender o câmbio flutuante (sem interferência do BC no dólar) durante sabatina no Senado.

 

Isso fez o mercado entender que o futuro presidente do BC estaria confortável com o dólar abaixo de R$ 3,50 – patamar até então entendido como o "piso" permitido pelo BC.

A moeda recuou 1,2%, a R$ 3,4486 na venda. Foi o menor patamar desde o dia 11 de maio.

No mês de junho, o dólar tem variação negativa de 3,5%. No acumulado de 2016, a moeda dos EUA tem perda de 12,6%.

 

 

 

G1