Dólar opera em leve alta, em mais um dia de interferência do BC

Dólar opera em leve alta, em mais um dia de interferência do BC

O dólar opera em leve alta em relação ao real nesta segunda-feira (11), em mais um dia de interferência do Banco Central. O mercado também segue atento ao cenário externo, em meio a expectativas de novos estímulos econômicos no Japão.

Às 14h, a moeda norte-americana subia 0,434%, a R$ 3,3088 na venda.

 

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h19, alta de 0,52%, a R$ 3,3116
Às 10h29, alta de 0,11%, a R$ 3,2981
Às 11h, alta de 0,02%, a R$ 3,2951
Às 11h40, alta de 0,009%, a R$ 3,294
Às 12h30, alta de 0,25%, a R$ 3,3027
Às 13h20, alta de 0,52%, a R$ 3,3116
 

 

Ação do BC
"O BC está freando um pouco o ânimo do mercado, que está socando o dólar (para baixo) sempre que vê oportunidade", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O BC vendeu nesta manhã a oferta integral de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares. A intervenção é idêntica às promovidas nos dias de negócios até quinta-feira passada, período em que o dólar saltou da mínima em um ano de R$ 3,21 a mais de R$ 3,35 reais.

Segundo a Reuters, a maioria dos operadores entende que o BC quer evitar exageros no mercado cambial, sem ter em vista um patamar específico. Com essas ações recentes, o BC reduziu o estoque de swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - para abaixo de US$ 60 bilhões.

A intervenção do BC no câmbio nesta segunda contribuía para limitar o impacto da esmagadora vitória do bloco governista no Japão em eleições parlamentares, que levava o dólar a recuar contra diversas moedas emergentes.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, determinou nova rodada de gastos de estímulo fiscal após a vitória esmagadora no fim de semana na câmara alta do Parlamento, conforme aumentam as evidências de que o setor corporativo sofre com a demanda fraca.

 

Cenário político
No Brasil, operadores destacavam a sucessão da presidência da Câmara dos Deputadoscomo a principal questão nesta semana, segundo a Reuters. O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou à presidência da casa na semana passada e a eleição de seu sucessor deve ficar para quarta-feira.

"A renúncia (de Cunha) pode permitir que o presidente interino Michel Temer consolide uma base de coalizão na Câmara se um aliado for eleito como novo presidente da casa", escreveram analistas do banco JPMorgan em nota a clientes.

 

Semana passada
O dólar fechou em baixa n sexta-feira (8), com investidores enxergando na meta fiscal para 2017um sinal de comprometimento do governo com o aperto na economia, e reagindo à ausência do Banco Central após cinco dias de intervenção no mercado para sustentar as cotações.

A moeda norte-americana caiu 2,12%, vendida a R$ 3,2945. 

Na semana, o dólar subiu 1,90%. No mês de julho, há alta acumulada de 2,52%. Em 2016, contudo, a moeda dos EUA recua 16,5%.

 

 

 

 

G1