Dólar fecha em queda de quase 2% e recua para R$ 3,06

Dólar fecha em queda de quase 2% e recua para R$ 3,06

O dólar fechou em queda de quase 2% ante o real nesta terça-feira (14), interrompendo uma sequência de 3 altas consecutivas.

A moeda dos Estados Unidos fechou o pregão negociada a R$ 3,063 na venda, em queda de 1,97%, anulando a alta da véspera, quando subiu 1,74%. Veja cotação

No mês, a divisa acumula queda de 4%. No ano, porém, o dólar se valorizou 15,2% ante o real.

Segundo a agência de notícia Reuters, o mercado de câmbio acompanhou o movimento visto no cenário externo, onde dados ainda mostram uma recuperação lenta da economia dos Estados Unidos.

O câmbio também foi influenciado, em menor escala, pelo otimismo após a definição de data para divulgação do balanço da Petrobras.

No fim da segunda-feira, a Petrobras informou que seu Conselho de Administração vai se reunir em 22 de abril para apreciar as demonstrações contábeis auditadas do 3º trimestre de 2014, e que espera divulgá-las após a decisão do Conselho.

 

A publicação das demonstrações auditadas pela petroleira está atrasada devido às dificuldades da empresa em calcular as perdas contábeis relativas às irregularidades apontadas pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura um esquema de corrupção envolvendo a estatal.

Nesta manhã, o BC brasileiro vendeu a oferta integral de até 10,6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 4 de maio, equivalentes a US$ 10,115 bilhões. Até o momento, aautoridade monetária já rolou cerca de 45% do lote total.

Cenário externo
No exterior, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou mais cedo o dado sobre vendas do varejo no país,mostrando o primeiro crescimento desde o fim do ano passado e a maior alta em um ano. No entanto, o dado ficou um pouco abaixo do esperado pelo mercado.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a sua projeção para o crescimento da economia norte-americana este ano e para 2016, ao mesmo tempo em que manteve a estimativa para a expansão global em 2015 e elevou a previsão para 2016.

Os dados desta terça reforçam a possibilidade de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode esperar um pouco mais para começar a normalização da política monetária nos EUA.

'Valorização do dólar é fenômeno global’, diz Tombini
O presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça que a “valorização do dólar é um fenômeno é global” e que o atual patamar “mais depreciado” do real contribui para a redução do déficit em transações correntes.

“O fortalecimento do dólar tem ocorrido em relação a várias moedas, alcançando o maior patamar dos últimos 12 anos”, disse o presidente do BC, citando que em relação à cesta das outras 6 principais moedas, a divisa dos Estados Unidos valorizou-se 25% nos últimos 12 meses, além de uma valorização de superior a 23% frente ao euro.

Tombini disse ainda que avanços já são observados na política de combate à inflação, mas ainda não são suficientes para garantir a convergência da inflação para o centro da meta, de 4,5%, até dezembro de 2016, como tem defendido a instituição.

"Os avanços alcançados no combate à inflação, a exemplo de sinais favoráveis vindos de indicadores de expectativa de médio e longo prazo, contudo, ainda não se mostram suficientes. Diante disso, faz-se necessário manter a política monetária vigilante", afirmou o presidente do BC.

 
 
 
 
 

G1